Nanicos vivem no mundo da Lua


Com 1% das intenções de voto para o primeiro turno das eleições em São Paulo, o candidato a governador pelo Partido Verde, Gilberto Natalini, não admite falar em segundo turno. Em entrevista à Rádio CBN na manhã desta sexta-feira, a 16 dias do primeiro turno, chega a dizer que, os verdes é que pediriam apoio de Alckmin num eventual segundo turno.

Sou filiado ao partido por uma conjectura meramente municipal, mas esse tipo de postura, para mim, não é de militante, mas de militonto.
O melhor papel que os nanicos poderiam exercer, seria a possibilidade de tentar fomentar uma discussão real, séria, pé no chão, bem fundamentada sobre um assunto de grande interesse. Mesmo que não passe do 1% de intenção de voto, ao menos colocariam na grande mídia uma pauta de discussões.

Indagado sobre como fazer chegar trem da Capital a Santos e a Campinas, por exemplo, a resposta vaga limitava-se a dizer que "não é muito caro". Para Santos, ainda arriscou falar de R$ 200 milhões. De Campinas a Jundiaí, nem estimativa. Isso é coisa de quem realmente sabe o que e como fazer?

Cadê os esquerdopatas para dizerem que o gigante acordou?


É esse o tipo de "despertamento" que mantém Tiririca na frente e, de lambuja, conserva um candidato já barrado pela Justiça Eleitoral? Mais uma vez não tive meu olho furado. Quando eu disse que a multidão estava nas ruas sem saber ao certo nem porque segurava um cartaz com um número de PEC, zombaram de minha cara. Um ano depois, a constatação do óbvio aí está:

"Na cara da sociedade Pesquisa inédita do Ibope indica que os apelos por renovação na política não mudarão o perfil da Câmara dos Deputados nos próximos quatro anos. Em São Paulo, os cinco candidatos que despontam na frente são Tiririca (PR), Celso Russomanno (PRB), Paulo Maluf (PP), Baleia Rossi (PMDB) e Pastor Marco Feliciano (PSC). Os partidos dos três principais candidatos à Presidência, PT, PSB e PSDB, não têm nenhum puxador de votos entre os favoritos no maior colégio eleitoral do país.

É isso aí Recordista de votos em 2010, Tiririca caminha para terminar o primeiro mandato sem ter feito um único discurso na tribuna. Feliciano, 12º mais votado há quatro anos, foi alçado ao top 5 após ficar famoso por declarações de tom homofóbico.

Figuras repetidas Maluf e Russomanno são velhos conhecidos do eleitor. Baleia Rossi é filho de Wagner Rossi, o ex-ministro da Agricultura “faxinado” no início do governo Dilma sob suspeita de irregularidades.

Filhotismo No Rio, a lista de candidatos à Câmara é encabeçada por Clarissa Garotinho (PR), filha do ex-governador Anthony Garotinho. O quarto mais citado é Leonardo Picciani (PMDB), herdeiro de Jorge Picciani, presidente estadual da sigla.

Direita, volver Os outros três favoritos do eleitor fluminense são Jair Bolsonaro (PP), autor de discursos em defesa da ditadura militar, e os peemedebistas Eduardo Cunha e Washington Reis.

Nem aí A menos de três semanas da eleição, só 12% dos paulistas sabem dizer em quem votarão para deputado. Foram ouvidas 7.600 pessoas."


Fonte: Folha de S. Paulo, Poder // Painel, 17.set.2014. <acesse>

Marina estrila, Dilma cede, Franklin Martins se contorce


Tela publicada no site "Muda Mais" que apoia a campanha
de Dilma Rousseff <acesso em 17.set.2014>


O ex-global, ex-ministro da Comunicação Social de Dilma, e responsável pela campanha petista na internet, sr. Franklin Martins, teve de engolir sem baba de quiabo a determinação do TSE de tirar do ar o domínio "Muda Mais". A decisão em caráter liminar (provisório) atende a uma reclamação apresentada pela coligação encabeçada pela candidata do PSB à Presidência, Marina Silva.

No site, existe a comprovação(sic!) da construção do País de Alice nos governos petralhistas.

Cumprindo a determinação, os responsáveis publicaram a seguinte mensagem:
"O Muda Mais está fora do ar por decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em atendimento à solicitação judicial da coligação encabeçada pela candidata Marina Silva (PSB). Vamos proceder à defesa jurídica de todos os pontos que foram questionados, e não vamos deixar que as posturas anti-democráticas da candidata nos calem.
O Muda Mais sempre teve o caráter de disseminar o debate nas redes, se baseando na honestidade dos fatos, em uma boa apuração e na checagem das informações que servem ao diálogo franco e aberto, levando em consideração a disputa de projetos que está em jogo nessas eleições.
Marina precisa entender que na democracia ninguém fala sozinho. Tentar calar o Muda Mais é tentar calar o debate político."

Chamo a atenção para o último parágrafo:
"Marina precisa entender que na democracia ninguém fala sozinho."

Engraçado como macaco também não olha para o prolongamento da coluna vertebral. Em 12 anos, a grande sanha do PT foi calar todos que não estivessem dispostos a exaltar seus feitos. 

O mundo perfeito, para eles, é aqueles onde só eles falam. Se outras vozes ecoam, que sejam apenas as que concordam com eles. Quaquaraquaquá!

Pesquisa Ibope prova que o tal gigante continua roncando


Na sessão "Painel", desta quarta-feira (17), o jornal Folha de S. Paulo traz uma notinha deprimente:

"Nem aí 
A menos de três semanas da eleição, só 12% dos paulistas sabem dizer em quem votarão para deputado. Foram ouvidas 7.600 pessoas." <clique aqui>

Como assim? No universo de 7.600 pessoas apenas 912 conseguem dar o nome de seus candidatos para deputados? Não são candidatos demais para atenção de menos? Quando é a eleição mesmo? Hum... deixa ver... 5 de outubro. Vixi! Só faltam 18 dias.

No meio disso tudo, temos a apologia do não-ouvir, não-assistir, não-ler, muito menos pesquisar a vida pregressa dos candidatos. O que teremos no dia 5? Um exército de gente que terá a pachorra de ir para a sessão eleitoral, abaixar na porta dos locais de votação emporcalhados, pegar um papel qualquer e apertar os números na urna. No dia seguinte, se perguntar para quem o infeliz votou, não vai se lembrar. E ainda querem que os parlamentos sejam bons?

Ainda querem gritar "abaixo a corrupção"? Querem escola de tempo integral, médico dentro de casa, UBS com todas as especialidades, todos os hospitais com atendimento de alta complexidade, todo mundo com casa própria, carteira cheia, opções de investimentos na bolsa de valores, inflação sob controle, poder de compra mantido, transporte público à disposição na hora que coloca o nariz pra fora de casa, rodovias e vielas com asfalto de tapete persa, 8 milhões de km² com banda larga no padrão japonês, água tratada em volume suficiente para tomar banho na calçada, esgoto coletado e tratado em 5.565 municípios, vagas de empregos com salários de padrão europeu ali na esquina.

Pois é. Eu não acredito no fantástico mundo de Bob.

Aprovações espúrias. Exigências sem nexo


Na pegada do "mundo-aldeia", de repente, o deputado que foi parar no lixo virou piada e uma pá de brasileiros dizem desejar fazer o mesmo por aqui. Entretanto, o arroubo de ira dos ucranianos ao jogar um dos seus representantes no recipiente é apenas uma versão pós-moderna de um instinto primitivo. Algo que, sob nenhuma perspectiva civilizada, deveria ser aprovado.

Cá pelos trópicos, se queremos moralidade, não corrupção, o ataque tem de começar na base, ou seja, no povo. Os políticos não são nada mais, nada menos, do que reflexo do que somos em maioria. NÃO VÃO SURGIR GESTORES PERFEITOS DE UMA MASSA IMPERFEITA.

Não vão surgir gestores que são workholic (viciados em trabalho) de uma massa que exalta o ócio. Político não vem de Marte, emerge do povo.

Ontem, estive em uma sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Campo Limpo Paulista. Foi a 34ª que presenciei das 36 que aconteceram desde o início da 12ª Legislatura Municipal. 

Sempre considerei inadmissível o fato da casa só ter arrastão de gente mediante alguma pauta conflituosa. No meio de mais de 50 mil eleitores, mais de 74 mil habitantes, não seria possível que moradores, líderes comunitários, presidentes de partidos e entidades acompanhassem as atividades parlamentares?

São apenas 112 lugares (salvo engano). Mesmo assim, não se ocupa nem metade com pessoas que tenham potencial de influenciar a sociedade.

De um lado, a menos de 20 dias da eleição, ainda aparecem 15% de pessoas que não decidiram em quem vai votar. De outro, temos uma apologia a não ler, não ouvir, não assistir, muito menos pesquisar a vida da enxurrada de candidatos que surgem como pó.

O volume de interessados em votar branco ou nulo seria suficiente para colocar qualquer um dos últimos colocados nas intenções de voto no segundo turno. Com esta postura, pensam estar prestando um grande serviço à nação. Quando, na verdade, apenas estão diminuindo o volume de votos válidos a partir do qual é calculado o coeficiente eleitoral. Assim, facilitam para que permaneçam os mesmos pilantras que hoje condenam.

Reivindica-se representantes de qualidade, incorruptíveis, que vão dar sangue, suor e lágrima para representar este ou aquele município, este ou aquele grupo social. No entanto, as reuniões de associações de moradores, que acontecem ali na esquina, uma vez a cada castanha, sempre é carente de quórum.

Todo mundo quer parlamentos de padrão nórdico, e a massa se comporta como cidadão de 5ª categoria. A esmagadora maioria sequer se importa com a reunião de pais e mestres nas escolas onde os portadores de seus códigos genéticos estudam. E ainda se queixam da qualidade de quem está nas câmaras, assembleias e congresso nacional?

Não odeio a Dilma. Só tenho orgulho por não ter votado nela


Esta senhora que ocupa o mais alto posto do comando da Nação está pagando o pato por uma leviandade que não é dela. Não gosto das suas teorias econômicas. A grosso modo, ela está entre aqueles que parecem condenar quem acumula riquezas.

Ela tem um discurso que sacraliza o coitadismo e, embora pareça valorizar o trabalhismo, me passa a sensação de que 
o valor do trabalho está diretamente ligado a quanto o trabalhador deve reforçar a dependência do Estado e, não, a ser autônomo.

Ainda que eu abomine as ideologias da presidente (presidenta não admito), ela é, para mim, apenas uma oportunista (definição sequestrada de Brizola) que bebeu na onda do populismo de Lula e teve a bebida doce no paladar, mas amarga no ventre.
Dilma nunca vai confessar, mas ela deve se arrepender de ter permanecido sujeita aos caprichos do Lula. Isso não quer dizer que os caprichos exclusivamente dela seriam melhores, mas ao menos seriam dela.

Dilma herdou um pacotão de gente tosca que teve de manter por causa do Moluscão. Ficou dando cabeçada para compor o primeiro escalão por pelo menos 20 meses de chefia.

Também acho que ela ainda não cruzou a página do século 21. Permanece lá nas ações do movimento contra a ditadura. Continua pensando o mundo como apenas vermelho e azul, divide os grupos em "nós" e "eles", onde os primeiros são apenas os petistas, petralhas e todos que a eles se associam e deles dependem. Já o "eles" são todos os que não pensam, nem agem igual, que não nutrem dependência estatal e contra ela trabalham.

Mesmo sendo tão retrógrada, não odeio dona Dilma. Vejo que agora ela está pagando o pato pela antipatia que o PT conseguiu gerar contra si.
Passaram 12 anos demonizando ao PSDB e, vejam só, os efeitos colaterais também atingiram a legenda petralhista.

Dilma está como o pára-raio que catalisa todo o enfado de parte da sociedade. Ela está recebendo por tabela a repulsa a Dirceu, Delúbio, Genoíno, Palocci, Valério e tantos outros.

Contida nas palavras e mais mau humorada que o Moluscão, não teve coragem de chamar os parceiros de "aloprados". Ficou sempre na defensiva de dizer que, como presidente, não poderia questionar as sentenças do STF aos condenados do mensalão. Resultado: paga o preço por não se dissociar.

Talvez não o tenha feito porque realmente acredita na inocência dos parceiros. Por ser leal, ao menos aos semelhantes, não teria coragem de teatralizar uma desaprovação.

Agora, como figura mais importante, embora não mais influente, se torna o símbolo de um agonizante ocaso de uma era.

Chego a imaginar que ela até teve boa vontade para ser uma estadista, mas ficou só na vontade. Faltou humildade, tato no trato com os que não pensam igual. Dilma achou que bastaria fazer tromba e fuzilar pelo olhar que todos estremeceriam. Errou.

Por falta de clareza na visão, achou que defender seu partido, seria o mesmo que promover seu governo. E também imagina que se defende o governo, preserva seu partido. Nem uma coisa, nem outra.

Quando os dissidentes começaram o "volta lula", ela disse que era tentativa de alguém em abalar a amizade com Lula.
Não seria honesto deixar a amizade de lado, mas a subserviência não agregou nada nem a ela nem ao Brasil.

Crise de identificação


Após propor um debate entre um assecla situacionista de Campo Limpo, o advogado Paulo Moretti recomendou aos membros do (des)governo campo-limpense que printassem e guardassem a seguinte declaração: 

"Declaro que não sou candidato a nenhum cargo no pleito de 2016 na cidade de campo limpo paulista,declaro ainda que em hipótese nenhuma voltarei a fazer parte do governo do "cone prefeito"." 

Ele justificou a ação porque "alguns acham que quero ser candidato em Campo Limpo, ou voltar a fazer parte do governo, como tem uns aí que parece que estão voltando, depois de terem sido demitidos com 29 dias de governo por corrupção."

O desafio foi recusado e o (des)governo amarelou (de novo). Perdemos a oportunidade de assistir as explicações com provas irrefutáveis de que "tá-tudo-certin" em áreas como: a)funcionalismo e folha de pagamento; b)Rápido Luxo Campinas e transportes; c) saúde e Pró-saúde; d) cuidados com a cidade e secretaria de serviços urbanos; e) licitações da Educação; f) Secretaria de Esportes.

Na falta de argumentos, os situacionistas sempre recorrem ao bordão: "você não é daqui". Parece até que isso torna alguém mais especial que outro. E é engraçado como retomam esta pauta ridícula de reivindicar naturalidade campo-limpense. O que dizer da invasão de estrangeiros nos postos a seguir: 
Administração e Finanças - Jarinuense
Educação - 3 jundiaienses
Trânsito - jundiaiense
Recursos Humanos - jarinuense
Assistência Social - jundiaiense
Fundo Social - jundiaiense
Se eles podem, o Paulo Moretti pode, eu posso, João, Maria, Pedro, André, Bartolomeu, Cristano, Josefa, Pedrita, Bambam, Fred, Vilma, Barney, todos podem. Ou não?

Outro demérito usado com frequência pelos situacionistas é de que o mundo dos membros do grupo Debate Campo Limpo é "virtual e fantasioso". Cômico é que mesmo tentando desvalorizar nosso controle social, as postagens causam contorções, berros, chutes nas latas e tudo o mais que é de impressionar. Fico imaginando o que vai acontecer a partir dos cafés abertos à população. O primeiro está programado para o dia 19 de outubro, na Escola Estadual Georgina Fortarel, no Parque Internacional. Será que não vão tentar boicotar a energia elétrica dos locais escolhidos?

Mundo "virtual e fantasioso" que faz tanta gente se preocupar se uma informação caiu ou não no nosso repertório. Tão "virtual e fantasioso" que uma postagem sobre "semáfaro" fez neguinho sair correndo para corrigir.
Tão "virtual e fantasioso" que basta alguém avisar que chamou a TV para mostrar o mato e o entulho que logo aparece homens e máquinas Tão "virtual e fantasioso" que ficam aí à espreita para ver se copiam e colam alguma coisa que permita processar de modo a fazer calar.

Um dos asseclas disse que "Se não haver (sic!) paz nada vai pra frente deixa o povo trabalhar essas picuinhas e vingança só prejudica a população". 

Diante desta intervenção, tenho de explicar que a vingança é algo passível de ser executado por alguém que exerce alguma influência (positiva ou negativa) sobre outrem. Ex: um patrão sobre um empregado; um prefeito, sobre uma população; um diretor, sobre seus subordinados etc.
No nosso caso do Debate, não temos influência sobre ninguém. Não podemos demitir, afastar, designar para postos de trabalho afastados só para complicar a vida do desafeto, descontar a bolsa garoupa, exigir trabalho em dia de folga, negar férias, não liberar banco de horas, não pagar hora extra. Nada disso está sob nosso domínio.

Tudo o que podemos fazer não está no campo da vingança, mas da retribuição. Ou seja, vocês espalham o excremento da mentira, nós retribuímos com as flores da verdade. Vocês espalham o lixo do medo, nós retribuímos com os adereços da coragem. Vocês espalham o escárnio e a zombaria, a gente retribui com a ironia e perspicácia.

Vocês ficam dizendo que espalhamos o ódio (um mi-mi-mi barato). O que semeamos dentro das nossas limitações é a informação limpa sem maquiagens. Apenas apresentamos aquela faceta que vocês tentam esconder. Falar a verdade, não se trata de odiar.

Já tive meus tempos de ódio (e nem foi contra o Clube da Vingança, foi bem antes). Sei, de cátedra, que enquanto se odeia é difícil comer, dormir. Nada faz rir. Tudo incomoda. 

Felizmente ando em condição de bem-estar físico, mental e espiritual acima da média. Muito longe do tempo que já deixei o ódio tomar conta. Durmo como criança, como como leão e acho graça até de barata embriagada com inseticida.

Lamento se a disponibilidade de alguns poucos membros que têm liberdade para postar o que pensam incomoda tanto a vocês ao ponto de, em um momento, dizerem que não se importam com o que dizemos, e em outro, usarem até as páginas de jornais e canais virtuais para demonizar nosso trabalho.

Se não importa, não importa. Uai. Por que se preocupar? Por que imprimir para levar ao "Xerife"? Em um minuto, somos desocupados que nada têm a fazer, no outro, somos capazes até de atrapalhar o trabalho de quem nem quer trabalhar. Sinceramente, não sei muito bem o que realmente vocês pensam a nosso respeito. Decidam-se.

 
Design by Wordpress Theme | Bloggerized by Free Blogger Templates | coupon codes