A tecnicidade acima da moral

Na última quarta-feira, 18 de setembro, a Constituição Brasileira de 1946 completou 67 anos   de promulgação. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, citou isso na leitura de seu voto que criou outro fato histórico, mas esse longe de ser algo que traga orgulho à nação.

Vivemos o que meu amigo e historiador Jailson Marinho rotulou como “quarta-feira negra” no aspecto moral. 
Por sermos uma democracia, obviamente, há aqueles que estão em folguedo pelo placar de 6 a 5 que, na prática, mantém como inocentes  (sic!) gente torpe, vil, gananciosa e enganadora que com peito de pomba vai continuar desfilando nos palácios do poder. Mais que isso, vão continuar rindo da cara do povo.

Face à argumentação técnica, que ao invés de luz, lança mais trevas sobre o futuro da nação, veremos se arrastar o tal julgamento sabe-se lá por quanto tempo. Não somos plateia. Somos protagonistas como bobos da corte.
Recorrendo à lucidez de quem é mais capaz que eu em digerir esta situação, cito trecho de publicação do professor Marinho. 

“Dirão alguns que essa corrupção não é de agora. É verdade! Desde as capitanias Hereditárias já vê-se tais mazelas. Já éramos assim no período do Governo Geral, no período imperial, na república velha, na república nova e na do PT. Isso mesmo, daqui a alguns anos teremos um capítulo novo nos livros de História dos nossos netos. A república do PT. Características desse período? Corrupção generalizada; uso abusivo do dinheiro público com interesses eleitorais; quebra da Petrobrás; Copa do Mundo e Olimpíadas mais caras de todos os tempos; e por fim o controle da suprema corte do país aparelhando-a com seus comparsas togados que, sob esfarrapadas desculpas técnicas, conseguiram uma forma de livrar a cara da quadrilha PeTista.”

O decano da Corte e o novato Luis Roberto Barroso repetiram diversas vezes que o julgamento não podia ser suscetível à pressão popular. Recorreram ao que definiram como “consciência individual”.
 
Ou seja, não importa o que o cidadão anseia para o país, mas, sim, o que pilantras querem em torno do umbigo.
Ou a possibilidade de livrar bandidos da cadeia é algo que traga benefício ao País? Sobre esta postura em dar de ombros à vontade popular, lanço mão das ponderações do professor Marinho. 

“De que valeriam as leis e constituições se não representassem a vontade do povo? Ora, não foi desta forma que as primeiras Constituições vieram a público? Seja o código de Hamurabi, Magna Carta ou Constituição Americana?
O que fizeram com a vontade geral defendida por Rousseau? Qualquer pessoa de bom senso saberá que as leis obedecem a um princípio de lei natural, de lei social. Não é natural e nem socialmente aceito que essa corja tenha direito a novos subterfúgios após sete anos desse já interminável julgamento.”

O voto de minerva do decano livra a cara de uns poucos (12 por enquanto), faz a alegria de uns milhares e, em contrapartida, espalha o lamento, desilusão, vergonha, sentimento de impotência em milhões. Recorro ao velho Ruy Barbosa (1849 - 1923): 

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Já me manifestei, publicamente, sobre minha preferência às leis que à vontade popular seja ela movida pela imprensa tradicional ou pelas redes sociais. 
Contudo, o que estamos testemunhando não é fruto da Lei, mas de sua má interpretação e aplicação. Isso porque os réus usam capa de nobres, mas não passam de desgraçados, cegos e nus.

Lamentavelmente, somos testemunhas oculares de um STF aparelhado. Não me envergonho em dizer que sinto-me angustiado, derrotado, decepcionado, encurralado, humilhado, impotente, ofendido, vilipendiado. Espero ter forças para sair deste labirinto.

Guerra declarada


É corrente dizer que na vida política as pessoas estão de um lado hoje e de outro amanhã. É verdade. Acontece com frequência elevada e por razões nem sempre publicáveis. De minha parte fui, sou e serei sempre oposição ao sr. Zé de Assis, prefeito de Campo Limpo, e sua trupe.

Por diversas razões, há pessoas nos poderes Executivo e Legislativo que, hoje, estão em lado diametralmente oposto ao meu. Isso depois de eu as ter tolerado por 11 anos por força das atribuições que cumpria como servidor municipal. Pois bem.

No dia 4 de setembro, publiquei o seguinte: 
"Engraçado, lembrei hoje que uma das emendas à LDO, a que diminui o valor das "despesas irrelevantes", foi um verdadeiro cavalo de batalha em sessões anteriores. Agora, o veto a elas foi rejeitado e não houve o mesmo embate. Por que será?"

Em função deste texto que disse, repito, reitero, endosso e não apago, a vereadora Maria Paranhos veio me interpelar na presença do vereador Jorge Mello e do presidente da Câmara. Ao que parece, a citada se sentiu ofendida em função da postagem! Uau! Acho interessante o fato de que em nenhuma linha ou entrelinha está o nome da mesma. Mesmo assim ela quis inquirir as razões do conteúdo. Faço questão de citá-la nominalmente, agora, porque já deixei claro que iria fazê-lo.

Provavelmente, em algum momento, a mesma deve ter imaginando que eu iria "encolher". Espero que tenha ficado cristalizado que não tenho medo e não fujo de um embate. Como a ameaça de processo é o argumento mais recorrente, obviamente que o assunto foi colocado em pauta. Solicito apenas a gentileza de que o mesmo seja aberto o mais depressa possível. 

Se há "provas" de algum agravo, ofensa moral ou coisa que o valha, devo responder por ela. E assim o farei. Como dinheiro não tenho, se for condenado a alguma coisa, posso prestar serviços às entidades assistenciais da cidade. Felizmente, tenho qualificação para contribuir em diversas áreas de qualquer entidade e, no frigir dos ovos, ainda vou sair no lucro. Portanto, processe-me, por favor!

Sinto vergonha de mim

Cleide Canton*

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!

*<Site: http://www.paginapoeticadecleidecanton.com/sintovergonha.htm>

A guilhotina de volta no século 21



Pelo jeito o "rádio-peão" que foi tão vilipendiado por um certo colunista no jornal "O Pêndulo" na semana passada correu solto na sexta-feira 13!!! Buh! Será que era uma "pegadinha do Chuck"? Os comentários nos quatro cantos da cidade é de que o secretário de Educação, Marcos Roberto Martins, não estaria usufruindo de um relacionamento muito saudável com o "homi-di-ferru" e, por isso, seria convidado a se retirar da pasta e ficar apenas na função de vice-prefeito. 

Outras frequências da rádio-peão davam conta de que o vice-prefeito seria nomeado secretário de Esportes e Lazer uma vez que a secretaria foi criada na 15ª sessão ordinária da Câmara no dia 17.

Fato é que o Clube da Vingança, composto pela trupe da mentira, contava em encontrar a oposição das ruas já cansada neste momento. Não imaginavam que tantas pessoas tivessem fôlego para escancarar a insatisfação aqui, ali e além.

Acharam que cooptando TODOS os veículos impressos que circulam na cidade iriam aplacar a decepção popular ao tentar vender soluções pelas quais jamais haviam movido sequer um dedo, quanto mais a mão.

E para aqueles que se sentem em lugar seguro, protegidos da fúria do "homi-di-ferru" coloquem as barbas de molho. A "duprinha" não conhece a misericórdia. Estão movidos pela vingança, rancor, amargura, decepção, um poço de coisas ruins, sentimentos vis, projetos escusos. Tudo isso combinado à plena incapacidade de resolver questões que definiam como elementares e, agora, alegam não saber como fazer.

Aguardo, ávido, pelas argumentações, justificativas, desculpas, dos "adivogadus", promoters, apaniguados, protegidos, bajuladores e incompetentes afins que achavam que iam colocar o burro na sombra e o coitado acabou n'água.

Arquivar é aprender

A opinião de um apaniguado é definida, na verdade, pela materialização de conveniências. Se é possível sair com algum lucro, nega-se o que foi dito (ou escrito), adota-se novo discurso justificado apenas por "onças" amarelas e "garoupas" azuis.

Felizmente, o mundo é mesmo redondo e dá voltas. Engraçado ter arquivado o discurso e os comentários no perfil de um certo alguém que descreveu o atual patrão com alguma peculiaridade. 

Como não quero ver a guilhotina descer na cabeça de ninguém provocado por alguma coisa que eu faça, não vou revelar o "santo", mas o "milagre" está aí devidamente reproduzido. É aquela história de quando se tem algo a ganhar, admite-se as perdas negando-se a honestidade não apenas com os outros, mas consigo mesmo.


Incômodo com a liberdade de expressão


Aqui vai uma carapuça feita com massa de modelar, logo, perfeitamente ajustável a qualquer pessoa que quiser usar.

Tem gente que tem demonstrado bastante incômodo com a liberdade de expressão alheia. Parte dessas pessoas integram um grupo que estão acostumados a falar sozinhos. Ou seja, só eles/elas apareciam em jornais, falavam em rádio, usavam tribuna, descerravam placa de inauguração, entre outras ações que juram fazer "pelo bem do povo". Então, playboys e playgirls, as coisas estão com uma ligeira alteração.

Vocês não falam mais sozinhos. Não são todos que engolem as golfadas que vocês espalham em corredores, gabinetes, praças, ruas, botecos, escolas, igrejas ou seja lá onde queiram abrir a boca. De qualquer forma, acho intrigante o fato de se incomodarem tanto com o que é dito em um grupo com 2412 membros (hoje, 18.set).

De minha parte não tenho poder de fogo para imprimir 10, 5 mil exemplares de jornal e fazer louvação do meu nome como parte de vocês fazem. Outros membros do grupo também não usufruem de recursos para este tipo de investimento, nem gozam da benemerência de donos de veículos para poder dizer o que quiserem.

As redes sociais, de fato, descortinam um maravilhoso mundo novo de expressão. Embora a cidade tenha uma população estimada em 79.091 mil habitantes, conforme IBGE, e o grupo menos de 3 mil membros, parece que o impacto das publicações estão indo além do que eu mesmo imaginava. Se não atinge massas pelo menos cumpre o propósito de deixar alguns clãs ensandecidos.

Para os badamecos que estão dizendo que sou "despeitado" por estar fora da Prefeitura, podem engolir este jorro de vômito. Sou oposição ao Clube da Vingança, sim, só para experimentar a condição de pedra! Já fui vidraça. E vou dizer, é bem agradável a condição. Rende ibope!

Ademais, se nem correligionários andam satisfeitos (embora não expressem publicamente), por que eu teria despeito de não estar no quadro? Felizmente, estou isento de ser associado ao picadeiro que virou esta coisa que estão tentando chamar de "gestão".

Hoje, não corro o risco, como alguns funcionários, de passa por desacato e/ou ameaça de agressão em função das pessoas que não entendem que o atendente no balcão não é a pessoa que dá a canetada. Resultado: quem paga o pato é quem está na linha de frente.

Hoje, não pago pato algum. Só tenho o privilégio de expressar publicamente o que quero, acerca de quem eu quero. Imparcialidade? Procurem nos jornais que vocês financiam que, obviamente, estão cooptados de modo apenas a louvá-los. Cabe a mim e a todos outros dizer o que vocês omitem.

Bem-vindo ao Circo Assis


Depois que o João Prado identificou a criação do novo Serviço de Atendimento ao Cargo em Comissão (SACAC) eis que na terça-feira (17), à noite, estava montado o palco para o que parecia ser preparado para atendimento à população. Mas será que não tem uns apaniguados na fila?

Na verdade, é só um esquema para tentar convencer os menos informados de que os ocupadores das cadeiras estão fazendo alguma coisa. A foto divulgada há algumas semanas mostrava apenas a sala de reuniões. Pelo visto, é preciso dar mais visibilidade a esta ação vultuosa!

O esquema é mais ou menos assim: o Aspone fala com o Fulano que está precisando de remédio ou vaga na creche ou limpeza do terreno. Depois o Aspone fala que vai passar o pedido para o Big-Boss. Como geralmente há muitos pedidos de interesse pessoal, há um esforço concentrado para que se atenda a petição e, com isso, o Fulano fica feliz e contente. É mais um na lista do beija-mão.

 
Design by Wordpress Theme | Bloggerized by Free Blogger Templates | coupon codes