POEMAS SOCIAIS DE BOLSO




Um ex-integrante do grupo Debate Campo Limpo publicou um discurso de lirismo social e abandonou o grupo. Transcrição abaixo:

"Bom dia a todos meus amigos desta cidade a qual eu tenho tanto respeito, falo por eu ter me criado aqui e presenciado muitas mudanças de governo, sei que é difícil olhar com olhos positivos para a cidade ou até mesmo para o Brasil, vou deixar aqui a minha forma de pensar:
A maior mudança que pode acontecer é primeiramente em nossa casa, tente fazer algo diferente, trate as pessoas diferente, mesmo que seja algo simples, acredito mesmo é na educação, hoje conquistamos oque conquistamos porque temos acesso e meios de adquirir educação, não estou dizendo que alguém nos deu isso não, oque nos trouxe isso foi a revolução das pessoas que a o invés de ficar gritando e criticando fez a diferença em suas vidas.
Obrigado cada professor e colaborador da escola Victor Geraldo Simonsem que acreditou e se dedicou para estar passando para mim o seus conhecimento, que contribuiu se esforçando não gritando e criticando, mas sim fazendo e ensinando, talvez não foram e nunca seram vistos por ninguém, mas foram vocês que fizeram a grande diferença.
Caros sejam a diferença independente do seu trabalho, isso que é mudança.
Estude mais, encine mais e fale menos.
Obrigado paz e força que Deus abençoe a todos."


Depois que li, processei, me dispus a responder. Afinal, todo mundo merece uma resposta. Qual não foi a minha surpresa ao ver que o cidadão saiu do grupo.

Provavelmente, por não suportar o choque de realidade que o grupo oferece frente a toda mentira e podridão vendida pelos SIMPATIZANTES DE QUADRILHEIROS.


Diante do lírico texto, fiz minhas considerações:

Isso soa tão poético, né? Mas eu passo a vez. O que posso fazer como cidadão é pagar meus impostos, não jogar papel de bala ou qualquer outra embalagem na rua, descartar meu lixo doméstico corretamente e colocar na porta de minha casa no dia e turno de coleta no meu bairro, não faltar nas consultas agendadas no posto de saúde, só usar a vaga de creche se eu realmente precisar e não para ficar variando, participar ativamente da vida acadêmica dos meus filhos ou menores sob meus cuidados. Há outras OBRIGAÇÕES básicas, mas essas são as mais gritantes.

Agora, em se tratando de gestão pública, como mero cidadão não posso contratar médicos, comprar remédios, soro, gase, enxoval para leitos, colchão para creches. Não compete a mim garantir estrutura mínima de trabalho aos professores.

Não sou eu quem tem de abrir licitações e não ser leviano no processo buscando favorecer corolários da imundície. Não sou eu quem tem de deixar documentos públicos, devidamente acessíveis.

Não sou eu quem tenho de pagar o salário dos servidores em dia. E não com os recorrentes atrasos desta patota de incapazes. Não sou eu quem tem de garantir a distribuição de cestas básicas com um mínimo de organização sem que servidores fiquem sem receber por absoluta desordem geral.

Não sou eu quem tem de manter espaços públicos livres de mato. Isso tenho de fazer na minha calçada e terreno particular.

Não sou eu quem tem de garantir merenda decente para os estudantes. Não sou eu que tenho de garantir transporte a alunos para que não andem distâncias não adequadas.

Não sou eu quem tenho de consertar 4 de 5 viaturas da GM quebradas.

Não sou eu quem tenho de garantir colete INDIVIDUAL aos Guardas Municipais ao invés de um ficar com o suor do outro.

Não sou eu quem tenho de fazer manutenção nase estradas de terra, manter os buracos devidamente tampados nas vias vimentadas, iluminação decente e não no breu que está a cidade.

Quando os simpatizantes de quadrilheiros rosnavam, sibilavam, relinchavam, cacarejavam que eles saberiam fazer mais e melhor, não se dispunham a colaborar, apenas tumultuar, desdenhar, desmerecer. Isso numa cidade que nunca foi nem será perfeita, mas com serviços públicos com muito melhor qualidade do que nos últimos 62 meses.

Esse amontoado de hienas, abutres e gafanhotos só estão recebendo o que espalharam. Devolvo tudo com muito prazer e sem esforço. Afinal, quando se está diante de idiotas não é preciso torcer pelo pior, basta esperar.

E faço de graça. Por hobby, diversão na faixa.


HOSPITAL NO GUARUJÁ




Em outubro de 2012, um ex-oponente político (hoje até tomo café com ele)
enviou a foto acima como "comprovação" de uma lenda urbana em Campo Limpo
Paulista como sendo o hospital CONSTRUÍDO pelos ex-prefeitos Luiz Braz (mandatos 1997 - 2000; 2001 - 2004) e Armando Hashimoto (2005 - 2008; 2009 - 2012). Diante da informação fiz um pequeno levantamento. O resultado está abaixo. Texto publicado em 6 de outubro de 2012. 

Vixi, agora, bagunçou tudo! Por mais de 12 anos, dizem que o Armando e/ou o Luiz construíram um hospital no litoral. Ok. Embora o Armando seja natural de Santos, meio que de estalo teria optado por "construir" um hospital no Guarujá... bem... como é pe
rto, vá lá, poderia ter escolhido por "afinidade".
Mas, qual não é a minha decepção quando acesso o site da instituição <http://www.hsamaro.org.br/> e descubro que o hospital foi inaugurado em 1962, após campanhas beneficentes, generosos donativos e recursos da Prefeitura Municipal de Guarujá e dos Governos Estadual e Federal, foi inaugurado o Hospital Santo Amaro, com atendimento de maternidade e pediatria, com 100 leitos. 

Sei que orientais e descendentes são notáveis em sua capacidade intelectual, mas o Armando já fica no grupo do extra-terrestre!!! Teria conseguido inaugurar um hospital aos 4 anos de idade? Para quem não sabe, ele nasceu em 1958. Se foi construído pelo Luiz, então, este seria outro ser vindo dos anéis de Saturno, pois aos 4 anos conseguiria descer a Serra do Mar para inaugurar e gerenciar um hospital!! Uau!

A decepção ficou ainda maior quando li a ficha de cadastro do referido hospital do sistema de dados do MINISTÉRIO DA SAÚDE!
<http://cnes.datasus.gov.br> e descubro que o hospital tem como razão social a ASSOCIACAO SANTAMARENSE DE BENEFICENCIA DO GUARUJA. Não acabou! O presidente nem tem nome oriental! KiXaTu!!!! URBANO BAHAMONDE MANSO e a cara dele é bem latina. Espia lá, ele é o cara do meio <http://miltonvieira.com.br/outubro/guaruja.html>

Não bastando a decepção de saber que nem Armando Hashimoto nem Luiz Braz conseguiram construir o hospital inaugurado em 1962, e também com uma presidência que, pelo sobrenome, sequer valoriza a família Hashimoto, a minha casa caiu quando compreendi, com muita facilidade, que o tal hospital atende pelo SUS!!! Valei-me! 
E eu que sempre esperei uma comprovação de um hospital particular, com requinte de Albert Einstein, sou apresentado a uma instituição super lotada e que precisa de recursos externos para se manter. 

Ainda prefiro continuar reconhecendo que o hospital de Campo Limpo além de mais bonito é patrimônio do povo porque foi construído com dinheiro do campo-limpense. Está lá de pé esperando esta geração e as futuras que, pelo menos, quando estiverem no nosso lugar, não vão ficar com essa lorota de hospital no litoral!

Algum outro endereço? Ah! Sempre disseram que tinham fotos da construção! Se for a do Hospital Santo Amaro, no começo dos anos 1960, espero que ou Luiz ou Armando apareçam entre os pedreiros coordenando o acabamento, se não tiver, nem precisa postar.

O PERFIL DE UM ESQUERDOPATA

Texto atribuído ao dr. Edson F. Nascimento, psiquiatra e psicoterapeuta, , identificado como sendo residente em Ribeirão Preto-SP.

Embora não tenha encontrado a publicação original, um perfil de credibilidade que integra minha rede no Facebook, dr. Elizeu Sousa, compartilhou o mesmo e isso me dá tranquilidade para a reprodução. Caso ocorra algum equívoco na autoria (o que tem sido muito comum), nada a que se contestar no teor da publicação.


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"Depois de 55 anos de vida, enquanto psiquiatra, parei para refletir sobre o perfil psicológico da imensa maioria dos esquerdopatas.
Foram péssimos estudantes, a maioria com várias repetições de ano. Mas são de família de classe média, onde sempre sofreram pressão pra "ser alguém na vida".
Como são preguiçosos, sem disciplina e folgados, precisam arrumar um jeitinho para se dar bem e se fazerem passar por coisas que não são, pensam ser! Fingir que é culto, "engajado", e "crítico", o que rende pontos. Assim, prestam vestibular sem concorrência, de preferência em um curso de Geografia, Ciências Sociais e História.

Então, começam sua carreira de charlatanismo. Alguns pouquíssimos estão em cursos como Direito, Medicina, Engenharia, Administração, Economia mas, como não são chegados a estudar, terminam por trancar a matrícula ou mudam de curso. E, muito dificilmente, se enturmam quando tentam esses cursos acima e assemelhados.

Ali, na universidade, encontram todas as ferramentas: professores barbudinhos, livros de esquerda, cigarros de maconha, palestras com "doutores" no assunto; e até o assédio de políticos "guerreiros" do PT, do PC do B et caterva. É claro que não estudam nada! Vivem o tempo todo no DCE, ligam-se à UNE, deitados no chão, passeando no campus com aquelas mochilas velhas, calças cargo, sandálias de couro e cabelos ensebados.

Alguns começam a se infiltrar nos sindicatos e nas reuniões dos Sem-terra. Já começam a se achar revolucionários e reserva intelectual das massas proletárias exploradas; e também das causas revolucionárias. Assim, se passam por intelectuais, cultos, moderninhos e diferentes.
Sentem-se mais seguros para atacar as mulheres, achando que elas são doidas por esse tipo de gente. Começam a ver os amigos que estão trabalhando ou cursando Engenharia, Direito, Medicina, Administração ou Economia como pobres coitados que não tiveram a chance da "iluminação".

Como não trabalham e vivem apenas da mesada, estão sempre sem grana. Aí começa a brotar a inveja, o ódio de quem se veste um pouco melhor ou tem um carrinho popular. Estes, são os chamados "porcos capitalistas" ou "burgueses reacionários"! Começam uma fase ainda mais aloprada da vida quando passam a ouvir Chico Buarque e músicas andinas. Nessa fase, já começam a pensar em se tornar terroristas, lutar ao lado dos norte-coreanos, admiram Cuba, Venezuela e, muitos deles, apoiam o Irã e não acreditam no holocausto judeu!

Fingem esquecer do episódio do muro de Berlim e da queda do comunismo na antiga União Soviética. Não usam mais desodorante e a cada 5 minutos aparece nas suas mentes a imagem de um MacDonald's totalmente destruído. Mas é claro que o que querem não é a revolução, isso é apenas uma desculpa.

Como são incompetentes pra quase tudo, até mesmo para bater um prego na parede, e como sentem vergonha de fazer trabalhos mais simples, por serem arrogantes o suficiente para não começar por baixo, querem saltar etapas. Querem, no fundo, a coisa que todo esquerdista (esquerdopata!) mais deseja, mesmo que de forma sublimada: um emprego público! Mas, aí surge um outro problema: é a coisa mais difícil passar em um concurso! É preciso estudar (argh!).

Por isso, sonham com a "revolução" proletária, com a tomada do poder por uma elite da esquerda, nas quais eles estão incluídos, obviamente, afinal são da mesma tribo! Consequentemente, ocuparão, por indicação, um cargo comissionado em alguma repartição qualquer, onde ganharão um bom salário para poder aplicar seus "vastos e necessários conhecimentos" adquiridos durante anos na luta pela 
derrubada do sistema capitalista imundo.

Nessa fase, mudam e se contradizem: cortarão o cabelo, usarão terno, passarão a apreciar bons vinhos e restaurantes. E, dependendo do cargo que ocuparão, até motorista particular terão! E, sem dó, enfiarão a mão –e com muito tesão –no dinheiro dos cofres da nação!!! Claro, que pela nobre causa socialista e para o bem dos trabalhadores, postura sem noção!

Tenho certeza que, após esta leitura, você lembrou de vários vizinhos, conhecidos, colegas, políticos etc...."


MISERICÓRDIA SAZONAL

Nas últimas semanas, a região de Jundiaí registrou uma espécie de comoção ampla, geral e irrestrita por conta do anúncio feito pela direção do Grendacc quanto à interrupção das atividades do Hospital inaugurado este ano que consiste em ala de internação, centro cirúrgico e UTI. 


Muito embora a questão seja um preciosismo tecnicista de algum cabeça de bagre no Ministério da Saúde, o imbróglio foi a deixa que faltava para estúpidos de toda ordem destilassem seus venenos contra os alvos preferidos.

Um certo canalha da gestão 2013-2016 em Jundiaí, aproveitou para fazer publicidade patrocinada no Facebook promovendo um prefeito da região que havia conseguido uma audiência com o ministro da Saúde.


Claro que o imbecil queria atacar ao chefe do Executivo jundiaiense, Luiz Fernando Machado. Como a imbecilidade dita a regra, em nenhum momento o apedeuta fez qualquer menção aos prefeitos das demais cidade que também enviam pacientes para serem atendidos na unidade jundiaiense.

Para quem acha que o Grendacc tem de ser mantido exclusivamente por Jundiaí, convém visitar o site da instituição e verificar que os pacientes de zero a 19 anos, são oriundos de Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itatiba, Itupeva, Louveira, Jarinu, Cabreúva e Morungaba.


O mesmo pilantra que pagou para promover um assunto pelo qual ele nunca moveu uma palha, até a edição desta coluna, não havia feito qualquer menção ao fato de que o prefeito Luiz Fernando, com mediação do deputado federal Miguel Haddad, conseguiu audiência com o presidente da República da qual participou, entre outras pessoas, a diretora do Grendacc, Verci Bútalo.


Muito embora seja reunião demais, quando tudo poderia ser resolvido até por mensagem de WhatsApp, ao menos o prefeito da cidade sede se mobilizou e, de fato, cumpriu uma "obrigação" como muitos opositores gostam de destacar. Evidente que se a ação fosse tomada por algum populista e comunista deixaria de ser rotulada como obrigação e seria definida como mérito, triunfo, benemerência, favor, bondade, compaixão etc.


A celeuma política, poderia ser evitada se não tivesse algum idiota com alta patente para ameaçar ações nobilíssimas como do Grendacc que, com doações, investiu R$ 3 milhões na construção e compra de equipamentos do hospital. 
Muito embora a direção tenha divulgado que seria suspendido, temporariamente, o atendimento no hospital, a turba já saiu gritando que o Grendacc iria fechar.


Foi necessário novo pronunciamento para explicar que o atendimento ambulatorial seria mantido. Traduzindo, em qualquer resultado quanto ao Hospital, fica mantido o atendimento em pediatria oncológica, hematologia, ortopedia oncológica, neurologista, nefrologista, cirurgião infantil, cardiologia, odontologia, psicologia, nutrição, serviço social, laboratório de análises clínicas, fisioterapia, enfermagem, farmácia, brinquedoteca e apoio pedagógico. 

Claro que os "entendidões" de misericórdia sazonal não sabem disso. Mas, para criar tumulto, é sempre pertinente ser um idiota útil.


PORQUE AS FAVELAS NÃO ACABAM




O miserável não sai da latrina por alguma das razões a seguir: 1) preguiça; 2) inveja; 3) satisfação.

A preguiça, normalmente, é camuflada em desculpas de que o vento está contrário e, por isso, se jogar a semente ela nem vai cair no chão.

A inveja se manifesta quando, por não sair da pocilga, vive ressentido, recalcado, corroído quando sabe que um indivíduo que estudou na carteira ao lado, reformou a casa, comprou um carro (nem precisa ser novo), se veste com algum bom gosto. Isso, considerando o universo de quem o cerca.

Quando o miserável-preguiçoso-invejoso-felizão olha para um ricaço, aí ele tem uma síncope. Um verdadeiro ataque no qual sua mentalidade é a de que o rico deveria pegar seu dinheiro e entuchar na boca do vagabundão.

A satisfação se constata quando o miserável usa a matéria-prima de uma ETE e aplica como se estivesse diante de lama negra.

DINHEIRO VOADOR




Em tempos de Lava-Jato, e demais operações filhotes, a brasileirada está entorpecida pelas muitas versões de um mesmo fato. Afinal, a cada vez que um delator, ou melhor, colaborador premiado, conta um conto, é possível esquecer ou lembrar de algum ponto.

Que o diga a Marisa Letícia que, como defunta ainda quente, se tornou a única pessoa capaz de desvendar os mistérios de um tríplex no litoral paulista ou de um sítio cuidadosamente preparado para receber o maior larápio da história. Não sou o tipo que diviniza ninguém que morre. Mas a "pobrezinha" merecia melhor tratamento de sua memória, não é mesmo? Ainda bem que foi o próprio marido que praticou a desonra.

A derrama com dinheiro que é público, mas não infinito, sai cruzando ares ou estradas pelo País. Os encontros para as negociações consideram desde restaurantes até flats locados apenas para o fim das conclusões dos procedimentos.
Houve um tempo que uma cueca, pedaço de pano que sofre agruras, era a grande vilã por algumas patacas em valores nacionais ou estrangeiros que insistiam em ficar circulando por aí.

Agora, os recipientes de transporte das "verdinhas" incluem desde pomposas pastas, até sacolas plásticas ou envelopes amarrotados para não levantar suspeita.
Pensa que é só ladrão de galinha que se cerca do manto da noite para facilitar o serviço? Sabe nada, inocente! Os crápulas se certificam que vão conseguir se dar bem, sem levantar suspeita ou, se desconfiarem, não vão encontrar o rastro de modo explícito. É preciso levantar muitas camadas de tapete enlameado para conseguir ver a teia de caranguejeira especialmente dedicada aos brasileiros honestos.

Um fato, porém, ao qual evitam o confronto é: se o corrupto pegou dinheiro para bancar compra de votos em dia de eleição, quem foi o famigerado que vendeu? Ah! o Gasparzinho, claro! Como esquecer dele? É sempre o Gasparzinho que torra as onças com pinga, uma carne melhorzinha para um churrasco realizado logo depois de ir na seção eleitoral. Isso, claro, a bordo de algum carro que pegou em casa e devolveu o "honestíssimo eleitor" são e salvo.

Existe uma hipocrisia reinante no País de só querer apontar o dedo para o político que compra votos. De modo cínico, deixam de lado o desgraçado que vende que, para mim, o voto é tão vil quanto quem comprou. Há ainda quem defenda dizendo que a pessoa o faz porque "não tem escolha".

Mentira. Sempre há uma escolha, para o bem ou para o mal. Se ao invés de procriar em ninhada, dormir como lontra e comer como suínos esses "sem-escolha" resolvessem produzir algo para o próprio bem, o País teria melhor sorte. Enquanto isso não muda, as notas vão continuar voando em direção às mãos flácidas e bocas famintas.

BRASÍLIA: INSPIRAÇÃO MODERNA PARA JORGE AMADO






Se Jorge Amado fosse vivo, ele teria farto material para falar sobre a prostituição, promiscuidade, picaretagem, patifaria que ganha cada vez mais proeminência no putrefato país tupiniquim.

É de sua lavra as peripécias sexuais executadas pelos barões do cacau no Bataclã, que ficava localizado no centro histórico, orla marítima de Ilhéus, minha cidade natal.

O estabelecimento era o antro no qual as únicas mulheres autorizadas eram a cafetina e as prostitutas contratadas para dar vasão à promiscuidade dos abastados e até dos miseráveis que torravam o salário de um mês em uma noite.

Se vivo estivesse, Jorge Amado, com certeza, "viajaria na maionese" recontando muitos atos promíscuos tendo como cenários, ambientes bem mais pomposos que o diminuto Bataclã. Cada capítulo seria relatado em ambientes suntuosos como a Esplanda dos Ministérios, os Palácios da Alvorada, da Justiça e, claro, o Congresso Nacional com suas cúpulas mutiladas e complementares (um fatídico simbolismo).

Os cenários das tramas contariam, ainda, com residências "oficiais" cujos atos praticados em seu interior são oficiosos. E qualquer ato vai muito além de qualquer nudez dos deformados corpos físicos com banhas despencantes e celulites gritantes.
Amado teria a possibilidade de relatar "causos" nas residências de presidentes de Câmara, Senado e vice-presidente, além dos apartamentos funcionais utilizados pelos pobrezinhos que não podem alugar uma casa ou apartamento para suas breves estadias entre os candangos.

As deformações físicas dos seres que rastejam ou se espreitam nas sombras da planície central brasileira, em nada se equiparam, às deformações morais. As cópulas não são entre corpos, mas entre mentes putrefatas que, obviamente, só pode dar à luz crias monstruosas.

Até quando isso? Não sei. Não acredito em purificação milagrosa, pois quem escolhe os nomes para desfilar nestes corredores de imoralidade integram uma massa que no público, grita por moralidade, mas no privado, pede vantagem, favorecimento, privilégio. Tombarei sem ver a mudança. Mas não tombarei mudo.

 
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