Concurso público: Prefeitura de Campo Limpo abre 266 vagas


Anunciado desde abril deste ano, finalmente as inscrições foram abertas


De hoje (15) até 8 de agosto, estão abertas as inscrições para 266 vagas, distribuídas entre 89 cargos em diversos setores da Prefeitura de Campo Limpo Paulista. Do total de vagas, 14 são destinadas a portadores de necessidades especiais (PNE). Os salários variam de R$ 781 a R$ 4.593,00 para diversos cargos para a Prefeitura de Campo Limpo Paulista. 

INSCRIÇÕES E TAXAS
As inscrições podem ser realizadas pela internet no site www.mouramelo.com.br ou pessoalmente no Centro de Cursos Profissionalizantes (antigo CMI), na avenida Alfried Krupp, de segunda a sexta, das 9 às 12h e das 13 às 17 horas
Os valores das taxas de inscrição foram fixados conforme a escolaridade exigida: R$ 18 (Ensino Fundamental incompleto); R$ 22 (Ensino Fundamental completo);  R$ 30 (Ensino Médio/Técnico completo); R$ 52 (Ensino Superior).

A fábula da elevação de salários está, mais uma vez, comprovada. Os pisos continuam iguais. O bônus assiduidade de R$ 100 (herança da gestão anterior) está mantido com todas as exigências que, no período eleitoral de 2012 dizia-se que seriam abolidas.

Acesse o edital completo.

Simpatia (questionável) e magia (que funciona)




Na primeira visita do Oscar Filho pelo CQC em Campo Limpo Paulista, o assessor "da parte de fora" disse que se a produção da Band "tivesse marcado, com prazer, ele atenderia". Um outro assessor, esse de imprensa, disse que Zé de Assis estava "indo para São Paulo agora, meio-dia". 

O repórter disponibilizou-se a encontrar com a "Lenda" em qualquer ponto de São Paulo se alguém, enfim, conseguisse falar com o 'supremo' e programasse o encontro. Fico azul-calcinha, como diz a amiga Ana Santos, ao ver e ouvir tanta voluntariedade na boca dos assessores. De repente, o "Mito", o "homi-di-ferru" é o mais cordial dos homens e também o mais inacessível.

Durante a primeira visita, em 24 de junho, sabe-se por diversas fontes que enquanto o CQC estava no Paço Municipal, o Badameco-mor e a prefeita-virtual estavam se congratulando com os servidores da Secretaria de Educação em uma festa junina. (A Julina do povão, ninguém faz, né?). Ora, se havia tanta DISPONIBILIDADE E ACESSIBILIDADE do prefeitinho, gut-gut, fofinho, por que não voltou ao Paço antes de seguir para a Capital?

O assessor "da parte de fora" disse que iria tentar falar com o prefeito, mas não deu nenhuma garantia. O mesmo indivíduo diz que é "assessor da primeira-dama". (Outra coisa curiosa: a mesma mulher que disse que não ia se envolver, tem até assessor especial). Pois bem.
O assessor "da parte de fora" não poderia ter falado com a prefeita-virtual? Só o Alcaide usa celular? Ah! Mas a entrevista tinha de ser com ele! Ué, ela não vive do lado? Se um atende o telefone é só passar para o outro.

Como ela tem muito interesse em ser candidata a prefeita, podia ficar do lado do "marido lindo"! E ajudar na construção dos discursos por mais estapafúrdios que fossem. De qualquer forma, a solicitude da prosa, não deixou esconder que tratava-se apenas de um subterfúgio, mais uma dentre as muitas máscaras e fantasias que esses débeis usam como se fosse algo honroso. De repente, Assis e seu clã estão lançando mão de uma magia interessante: o desaparecimento. Ao menos com eles, a magia funciona.

Nova tentativa
Os dias se passam, a repercussão da "fuga" fica muito mal perante a opinião pública e, enfim, resolveram mandar um e-mail (apresentado durante a reportagem) agendando uma entrevista para o dia 4 de julho que, obviamente foi cancelada.

Coincidentemente, no mesmo dia 4 o Jornal de Jundiaí publicou a carta de um leitor com questionamentos pertinentes à cidade e a infeliz resposta assinada pelo atual secretário de Governo. (vide detalhes aqui)

Por ventos de bondade ímpar, o teor da correspondência foi enviado à produção do CQC. Como o texto deixa escapar que o trabalho da equipe do programa não é "sério", Oscar Filho voltou à cidade no dia 11 de julho, desta vez para falar com Roberto Januário, secretário de Governo e autor da resposta ao JJ.

A recepção desta vez foi ainda mais "calorosa". Com direito a ter Guarda Municipal usando de força física para conter a um simples jornalista que não tinha em mão nenhuma bola de gude, pedras ou pedaços de pau. Até onde se vê nas imagens ele só tinha em mão um singelo microfone.

O que se segue, então, é um quadro de horror que deixa qualquer sapo com os pêlos arrepiados. A truculência foi tamanha que Oscar chegou a questionar: "Tá chutando meu pé é isso?". 

Quem chutou? Não foram os GM's. O apedeuta que o fez, está arrotando superioriade e valentia aos quatro ventos com a máxima: 'chutei mesmo'.

Como não é o tipo que não se entrega fácil, Oscar relutou, insistiu, peitou, mas não agrediu. Uma de suas perguntas foi: "Quem mandou vocês me tirarem daqui?" A resposta de bate-e-pronto foi: "O prefeito. O prefeito mandou tirar você." 

Ao que o repórter responde: "Ah! Mandou. Por quê?" A réplica não poderia ser melhor: "A ordem foi pro meu comandante e meu comandante mandou tirar você." Com uma cajadada só, descobre-se a trilha do desmando com dois coelhos nela.

Prigunto: desta vez, o Oscar deixou claro que queria falar com o secretário de Governo e, não, com o prefeito. Sendo assim, porque tentar impedir que o repórter fosse à sala usada pelo "procurado" do dia? É preciso proteger o subalterno ou proteger a si mesmo, Zé de Assis?

Depois de apresentar esta história infeliz, o apresentador Marcelo Tas sintetiza a produção: "Que bela vergonha, heim? Que vergonha ter um prefeito covarde." Aludindo-se a um "vocês se acham" negado pelo secretário de Governo, Tas arrematou: "A gente acha que vocês não têm como explicar um dinheiro que sumiu". O quadro foi concluído com uma informação de provocar espasmos: "O Ministério Público já está em cima e nós vamos fica de olho, também, nesta situação"

Felizmente, as águas vão continuar rolando e trazendo algumas coisas na bagagem, mas a ponte continuará em pé e teremos muito o que contar.


O lado bom da mudança de poder


Águas que passam: toda mudança permite fazer uma boa limpeza interna e externa

Após 19 meses de ocupação do poder, o arrependimento, a traição e o desejo de fazer diferente é o que mais se percebe no discurso tanto de formadores de opinião no universo virtual, quanto nas ruas.

Entretanto, o retorno do Político do Sarcófago tem algumas lições a ensinar. Dentre elas destaco:

1) Tudo sempre pode piorar. Se antes se queixavam da temática de tecnologia da informação na escola, hoje dele sentem falta;

2) Ficou comprovado que para assumir o poder, vale prometer os anéis de saturno e entregar o enxofre do inferno;

3) O não retorno do Luiz, fez arrefecer de vez qualquer expectativa político-eleitoral do Hashimoto (dizia que tinha acabado, mas uma recaída sempre seria possível);

4) Os plantonistas interesseiros que sempre se fizeram de amigos do Braz ou do Hashimoto estão com as máscaras na lona e com ações de fácil observação. A ladainha do 'Quero o bem coletivo' é desconstruída pela comprovação do bordão mais realístico: 'Meu pirão primeiro';

5) No âmbito pessoal já sei com quem não quero trabalhar de novo sob qualquer pretexto (folgo em saber que a recíproca é verdadeira);

6) Tenho a oportunidade de ser riscado da lista de algumas pessoas (que acabam por me prestar um favor) e ganhei o respeito e afeição de outros tantos de melhor estirpe (o que se torna para mim combustível);

7) É possível fazer uma faxina geral, tirar as teias de aranha, espantar as aves de rapina, serpentes e outros animais peçonhentos.

Nunca pensei que iria escrever isso, mas, vale a conclusão: 
"Valeu, Zé de Assis, seu governo desastroso é bastante útil."

Palhaços que reivindicam seriedade


No final de junho, um dos apresentadores do programa CQC, Rede Bandeirantes, fez a primeira visita a Campo Limpo Paulista em função de uma nova denúncia (a sétima em 19 meses) que aponta improbidade administrativa no rompimento de contrato e definição de nova administradora do Hospital de Clínicas.

Um munícipe, Helton José Pereira, escreveu sobre o assunto para o Jornal de Jundiaí, na coluna "Espaço do Cidadão" o que segue:

"CQC EM CAMPO LIMPO    
Há cerca de dois anos, utilizei o espaço cedido pelo JJ em duas oportunidades: uma para elogiar o programa CQC e seu quadro “Proteste Já” e questionar se os administradores da nossa região estavam preparados para recebê-los; e outra para questionar uma informação publicada em Campo Limpo Paulista por um jornal local durante as eleições municipais de 2012, que dizia que o hospital da cidade teria 7 leitos de UTI mediante a assinatura do governador (se ele precisar de caneta, eu tenho).
Com enorme satisfação, soube que há poucas semanas a voz do povo de Campo Limpo Paulista foi ouvida e representada pela rede Bandeirantes de Televisão, que procurou o programa CQC e o quadro "Proteste Já", reclamando justamente da administração do Hospital, e ao que me consta, o prefeito não quis receber a imprensa, o que é uma pena, pois tiveram 20 anos para se preparar e mais dois anos que eu avisei, totalizando 22 anos. Que me provem o contrário se não é a mesma administração na cidade desde 1992.
Toda eleição, essa mesma equipe, a popular "farinha do mesmo saco", orquestra uma falsa desavença entre eles (como aconteceu agora entre o prefeito e o vice) e fingem se dividir para dividir também  a opinião pública, confundir a cabeça do eleitor e ludibriá-los, criando a falsa expectativa de renovação. 
Tenho esperança de que esta situação se "eternize" na memória do eleitor campolimpense e traga expectativas reais de renovação no cenário político dessa cidade.  Obrigado.
Helton José Pereira"

Em resposta, o atual secretário de Governo, argumentou:
"Prezado senhor Helton José Pereira, 
Quanto ao seu gosto pelo programa intitulado CQC, idem. O assisto às vezes para dar boas risadas, a exemplo do Zorra Total, Pânico na Band, a Praça é Nossa etc. O quadro intitulado "Proteste Já" tem a pretensão de ser uma reportagem jornalística séria, porém é realizado pelos mesmos atores e humoristas que compõem o restante do programa. Nada contra o humor, porém encarar tal proposta irreverente e escarnecedora como jornalismo é no mínimo ingênuo.
Em momento algum nosso prefeito recusa receber membros da imprensa, segundo os padrões que definem a respeitada categoria. A questão que o CQC tentou usar como justificativa para fazer o mesmo que tem feito com inúmeras personalidades do país (escárnio) encontra-se subjudice. Caberá à Justiça decidir se houve ou não irregularidade na contratação em questão, e a verdadeira imprensa certamente irá noticiar.
Quanto à vossa opinião acerca da política local, e sua "teoria da conspiração", merece nosso respeito e poderá, ou não, ser comprovada, pelo breve futuro. Ao término de nosso mandato, seus resultados serão submetidos ao julgamento popular das urnas, como aconteceu com os quatro mandatos dos dois médicos que governaram a cidade por 16 anos, e que deixaram o Hospital nas condições que o senhor criticou em 2012.
Roberto Januário, Secretário de Governo da Prefeitura de Campo Limpo Paulista"

Link original das citações acima (clique aqui).

Vamos a alguns grifos:
"O quadro intitulado "Proteste Já" tem a pretensão de ser uma reportagem jornalística séria, porém é realizado pelos mesmos atores e humoristas que compõem o restante do programa. Nada contra o humor, porém encarar tal proposta irreverente e escarnecedora como jornalismo é no mínimo ingênuo."

"(...)  a verdadeira imprensa certamente irá noticiar"

Chega a ser ridículo essa trupe de incompetentes reivindicar "seriedade" para a atuação de uma equipe de TV. O que eles sabem de seriedade? Ao longo de 19 meses, não conseguiram convencer que saibam o que seja isso. 

Vejamos:
a) Prometer aumento real de 20% nos salários do funcionalismo e aprovar no segundo ano de ocupação do poder menos de 7%;

b) Romper contrato com a editora do sistema apostilado, ter uma despesa a menos de R$ 1 milhão com isso e, mesmo assim, alegar não ter recursos para comprar suprimentos como papel higiênico e produtos de limpeza nas escolas;

c) Começar a construção de uma UBS que foi chamada de UPA depois virou UBS no Jardim Europa e, agora, deixar o prédio às moscas;

d) Receber três creches em construção e, em 19 meses, ter entregue apenas duas, sendo que a segunda foi entregue deixando nu muitos santos para cobrir o novo;

e) Bater recordes insuperáveis na dança das cadeiras sendo que a última enevoada rescisão de contrato foi do badalado secretário de Esportes que, por acaso, é filho do "super-sério", da "Lenda", do "Mito", do "homi-di-ferru";

f) Reativar com carga máxima a "indústria da multa" que o Badameco-mor dizia existir para enriquecer ao Hashimoto. E agora, "enriquece" a quem?;

g) Estrangular a folha de pagamento chegando próximo dos 54% da despesa do município sendo que, quando estavam de fora, fizeram escarcéu quando a gestão anterior superior o limite de 51,3%;

h) Não realizar a Festa Julina pelo segundo ano consecutivo sendo que em 2013, cancelaram a festa com o argumento de que estariam destinando mais dinheiro para a saúde e ainda diz em rede social: "solidariedade a gente vê por aqui";

i) Propalar, em julho do ano passado, que já dispunham dos R$ 300 mil para reforma do teatro que "estava caindo" e até agora não se moveu uma telha do lugar e nem um pé em direção à tal reforma;

j) Interromper contrato com a antiga gestora do Hospital de Clínicas com a promessa de (1) melhorar no atendimento e (2) reduzir custos (economizar). Na real: contrato de quase R$ 90 milhões; precarização do atendimento; record em boletim de ocorrência no prédio ao lado;

k) Permitir que a cidade alcançasse 300 casos de Dengue e ainda dizer que é "culpa do japonês";

l) Enviar o famigerado projeto de lei 571 com a promessa de reduzir 303 cargos, contratar 140 médicos e revolucionar a gestão pública. Na prática: ninguém demitido; salários de aspones em dobro; inchaço de uma nova diretoria que foi criada para "angariar recursos" e, de verdade, "só consome o erário";

m) Não dar conta de ferramentas de trabalho dos professores como lousas digitais e notebooks (laptops dos alunos);

n) Vir a público e, descaradamente, dizer que as reformas das estações da CPTM de Botujuru e Campo Limpo são conquistas, desta administração;

o) Bater nos peitos, cinicamente, que o novo viaduto é conquista de quem por ele não moveu uma palha;

p) Confessar, publicamente, que mantém contrato com empresa de segurança que, em tese, estaria protegendo a sumidade por ameaça que não existe um mísero áudio, ligação, bilhete entregue por pombo-correio;

q) Desvio de função de "n" Guardas Municipais, inclusive para proteção indevida de chefe do executivo que, quando precisa de proteção, de fato, tem designação de policiais militares assinada pelo Governador do Estado;

r) Piora em todos os sentidos de uma das festas de mais fácil realização: Carnaval. Acerca do qual um carnavalesco já disse: "Vocês não precisam melhorar, basta manter. Resultado: ficou muito pior".

s) Recorde de denúncias no Ministério Público municipal com citações referentes a trasporte escolar (R$ 4 milhões), suco de uva (quase meio milhão), contratação indevida de empresa de saúde (R$ 5 milhões);

t) Gastos desnecessários com locação de veículos e imóveis;

u) Propositura de um verdadeiro favelamento da cidade com a intenção de picotar a cidade e aglomerar pessoas sem a menor perspectiva de oferecer recursos hídricos, vagas de emprego, equipamentos de saúde e educação na mesma proporção de aumento da população;

v) Suspeita de acúmulo de riqueza desproporcional aos soldos oficiais com parente que consegue, em menos de um ano, imóvel de R$ 400 mil em área de chácaras;

w) Busca frenética pelo engavetamento de legendas partidárias apenas por arrotar uma expertise política que está coberta de pó e entretecida pelas teias do sarcófago de onde sai, todo dia, um certo ícone do século 15;

x) Inauguração das repúblicas de Jarinu e Jundiaí e consulado de Cajamar, contrariando o discurso do "fora forasteiros" que usavam contra Luiz e Armando que residem na cidade desde os anos 1980;

y) Gastos EXORBITANTES em publicidade para divulgar o nada e pagar o "tudo";

z) Permissão de aumento em 31,58% de aumento da tarifa municipal depois de um ano do tal "1,90" em vigor. Sendo que, quando soltaram a promessa, não fizeram questão de explicar que a redução não contemplaria 10 mil passageiros que usam o transporte para Jundiaí.

Uma gente que tem este "currículo" não pode reivindicar seriedade de ninguém. Afinal, qualquer apresentador de stand-up precisa ser muito "sério" para rir diante de narrativas como essas que ensejam mais o pranto do que o canto.

Complexo de vira-lata




A cada quatro anos temos, duas ondas de especialistas. De um lado, pessoas super empolgadas que, ‘parecem’ esquecer dos problemas sociais do País e entendem “tudo” de futebol, das regras de arbitragem às táticas de jogo. 
De outro, alguns que ‘parecem’ se tornar os mais politizados, esclarecidos e bem informados acerca das mesmas demandas, inclusive, com todas as soluções e que, por óbvio, dizem odiar futebol, condenar a “burrice” da massa etc.

Não acredito que as pessoas que vibram, torcem, sofrem, até passam mal com bola na trave aos 118 minutos do jogo (como foi na prorrogação de Brasil e Chile, 23 de junho) sejam menos cientes dos problemas do que eu ou qualquer outro cidadão. Entendo, apenas, que as pessoas reagem diferente a tudo.

Não assisto jogo por puro instinto de preservação. Não tenho coração de corintiano, nem tão pouco sou torcedor fluminense.
Meu contato com futebol e bola está restrito a observar um tio, Agnaldo de Carvalho, nas peladas perto da casa de minha avó, em Ilhéus/BA. Cumpria sempre a função de gandula. Em uma destas ocasiões levei uma bolada no peito que até hoje lembro a sensação. Logo, o relacionamento é traumático.
Também nunca gostei de ouvir os gemidos dos meus irmãos provocados pelas raladas homéricas que levavam em todo tipo de terreno. O que desenvolveu um espírito de preservação.

Entretanto, ao me interessar pelo resultado do jogo e o status da seleção no Mundial, não deixo de lado meu arcabouço de informação política. São interesses que apenas dividem espaço nos meus neurônios. Posso gostar de manga, sem deixar de lado o mamão.

A Copa acaba dia 13 de julho. No dia seguinte, os problemas estarão aí, tal qual estavam antes do seu começo. Será que os “super-politizados”  deste período vão manter os discursos? Teremos um engajamento à lá Lula: como-nunca-antes-na-histora-dêste-paiz? Ou voltaremos ao silêncio e apatia de sempre?

Já argumentei nesta mesma coluna que um título mundial este ano, fará com que os opositores de Dilma tenham de enfrentar uma fatia do eleitorado que vê em um título mundial a ‘solução dos seus problemas’. 
Entretanto, a ignorância de uma fatia da massa, não me credencia a ser um rabugento, ranzinza que olha para a onda amarela-e-verde e desdenha das virtudes dos próprios patrícios.

Um amigo jornalista, Conrado Guin, postou em seu mural do Facebook (sei essa de omitir o nome da rede social) a foto de um japonês que segurava um cartaz improvisado escrito o seguinte:
“Queridos amigos brasileiros, os japoneses são timidos, mas tive ocasião de conhecer e admirar seu país e sua gente, seus costumes etc. Até logo. Obrigado. Arigatô”

Diante do flagrante, Guin comentou: “Chega de viver o complexo vira-lata! Vamos aproveitar nossas qualidades, tão bem destacadas pelos ‘de fora’”.  Concordo em gênero, número e grau. 

Não perdi de vista os esqueletos que estão escondidos no armário e que só serão expostos depois de outubro ou em 2015. Não esqueci o oportunismo dos pilantras que apresentam-se como arautos de uma revolução improvável. Não me tornei cego, surdo e mudo.

Continuo vendo e ouvindo mais do que gostariam, e a Constituição continua em vigor, o que assegura-me o direito de dizer o que não está de acordo com o achismo da maioria.

Ainda assim, gosto de ver como a massa de brasileiros reage a um quase gol. Como que milhões podem gritar: “uuuuuhll” no mesmo momento. Gosto de ver as golas de camisas mordidas, os cabelos puxados e tudo o mais que só torcedor consegue fazer.

Gosto, mais ainda, de acompanhar as notícias com depoimentos de estrangeiros onde a alegria e simpatia do nosso povo são destaques para os visitantes. De fato, a Copa do Mundo rende muito assunto e muitas lições de vida. Aprender não é para quem pode, sim, para quem quer.

Discussões futebolísticas e engajamento político



A cada quatro anos temos, de um lado, pessoas super empolgadas que, parecem, esquecer dos problemas sociais do País. De outro, alguns que parecem se tornar os mais politizados, esclarecidos e bem informados acerca das mesmas demandas, inclusive, com todas as soluções.

Não acredito que as pessoas que vibram, torcem, sofrem, até passam mal com bola na trave aos 118 minutos do jogo (como foi na prorrogação de Brasil e Chile, 23 de junho) sejam menos cientes dos problemas do que eu. Entendo, apenas, que as pessoas reagem diferente a tudo.

Não assisto jogo por puro instinto de preservação. Não tenho coração de corintiano, nem tão pouco sou torcedor fluminense.

Entretanto, ao me interessar pelo resultado do jogo e o status da seleção no Mundial, não deixo de lado meu arcabouço de informação política. São interesses que apenas dividem espaço nos meus neurônios. Posso gostar de manga, sem deixar de lado o mamão.

Quando a Copa acabar, no dia 14 de julho, os problemas estarão aí, tal qual estavam antes do seu começo. Será que os super-politizados deste período vão manter os discursos?

Teremos um engajamento à lá Lula: como-nunca-antes-na-histora-dêste-paiz? Ou voltaremos ao silêncio e apatia de sempre?

Itatiba: sindicato de servidores e vereadores de oposição dizem ter vitória 'acachapante'




Após 17 dias de greve, o Tribunal Regional do Trabalho, da 15ª Região em Campinas, realizou sessão extraordinária, nesta quinta-feira (26) e incluiu a greve dos servidores municipais de Itatiba que, inicialmente, ficou agendada para o dia 10 de julho.

Com direito a fretamento de ônibus, muitos flashs, mãos dadas e braços erguidos, os líderes do movimento envaidecem-se de conquistas que ficaram aquém do que, de fato, gostariam.

Eis que rufam os tambores, soam os clarins, estende-se o tapete vermelho para sua Majestade o Reajuste. Seu tamanho? Dos 9,28% EXIGIDOS, ALARDEADOS, GRITADOS, foi determinado o montante de 5,82%, isto é, 3,46% menor do que se bradava.

A Prefeitura terá que aumentar em 1,42%. Não me parece algo tão "acachapante" assim. Ah! Mas tem a multa de R$100 mil pela prática de atos antissindicais. Deve caber recurso, vamos ver o que diz a Prefeitura.

Vitória, de fato, para os GREVISTAS é não perder os 17 dias parados. Só é preciso saber o que acham aqueles que não pararam e vão receber o mesmo. Ao menos fica o saldo positivo para os grevistas. Afinal, perder esse montante iria dar dor de cabeça. No entanto, não vai ter abono de 100% das faltas. Será preciso compensar 50% delas. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, não é mesmo?

PALANQUE DE PALHA
Quanto à história da "ilegalidade" do aumento proposto pela prefeitura; a ameaça de que o resultado para a Prefeitura seria "muito pior" etc etc etc. Tive a curiosidade de pesquisar a legislação MUNICIPAL em vigor desde 1998.

A Lei nº 2.971, de 11 de fevereiro de 1998. Em seu art. 1º, versa o seguinte:
"Os vencimentos, salários, proventos e pensões dos servidores ativos, inativos e pensionistas, estatutários ou celetistas da Prefeitura do Município de Itatiba, serão reajustados anualmente, em no m mínimo setenta por cento (70%) da variação plena do IPC/FGV (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getúlio Vargas) ou por qualquer outro índice que venha a substituí-lo, por Decreto, e, acima da variação plena, mediante remessa de projeto de Lei ao Legislativo."

E viva à liberdade de expressão. Até 2016, dá tempo de realizar mais duas greves e abrir espaço para que alguns se aproveitem de um dos melhores palanques político-eleitoreiros que se tem referência: o funcionalismo público.

 
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