Guilhotina doida


O governo do retrocesso e da demolição a cada hora que passa mostra o quão incompetentes, despreparados e sórdidos são. Na sexta-feira, dia 4, a comissão de professoras que foi apresentar as reivindicações da categoria citou algo acerca do corte de supervisoras e ATP's para justificar uma economia necessária à elevação de salário.

Eis que hoje, dia 8, é confirmada a informação de que, ontem, à tarde, a secretária de Educação, Edma Soares, amparada e animada pelas suas escudeiras, Zilda e Fátima, chamaram as supervisoras e comunicaram que elas vão ter de voltar para a sala de aula. Ao questionarem o motivo, a resposta grosseira foi que "o prefeito mandou por causa de incompetência delas". Por que ele não se demite, então?

Não sei quem são as supervisoras no caso. Se quiserem me procurar inbox fiquem à vontade. Amo ser porta-voz e proteger minhas fontes. De qualquer forma, a reunião de sexta teria apontado a necessidade de rever despesas com os cargos para poder redistribuir a economia. 

Fica, porém, a dúvida, do que pode representar em economia a demissão de 5 das 7 supervisoras que há (duas são cargos efetivos)? Quanto vão deixar de gastar com estas profissionais? O cargo vai ficar mesmo vacante, ou vão colocar mais lambe-escroto no lugar? Vão reduzir os FG's que estão atribuídos às estrangeiras jundiaienses? O montante economizado vai ser bem maior, tenho certeza.

Ademais, não tenho nenhuma certeza de que esta medida seja, de fato, para atender as reivindicações da categoria. Antes, acredito que este discurso estapafúrdio da secretária e a grosseria com que trataram as implicadas seja uma medida para tentar mexer com os ânimos dos envolvidos. Isso pode afetar o humor até de quem está simpático ao movimento, tanto professores quanto pais.

Fica aqui o alerta para que façamos a leitura do que pretende o Badameco-mor. Não confio neste indivíduo nem quando ele está dormindo. E, atrelado a gente interesseira, gananciosa e incompetente a desgraça é certa.

Novo escritório vira epicentro em Campo Limpo



[Artigo para um jornal no Ceará]

A terra não pára de chacoalhar em Campo Limpo Paulista, cidade a 57 km da Capital. A primeira cidade do interior paulista, coladinha na Zona Oeste da metrópole, vive uma crise nos moldes lulistas: "nunca-antez-na-histora-dezta-sidade". O motivo dos tremores e temores? O vice-prefeito, Marcos Roberto Martins, mais conhecido como Marcão, abriu um escritório no centro da cidade para poder prestar melhor atendimento à população. A notícia, divulgada pelo próprio vice-prefeito em rede social, foi recebida com escancarado desagrado por parte dos asseclas, apaniguados e afins que circulam no Castelo de Areia.

Desde que denunciou indícios de irregularidades na Secretaria de Educação onde atuou de junho a setembro, com direito a romper com o (des)governo e declarar-se "oposição", Marcão procurou meios de manter o seu compromisso em continuar ouvindo e auxiliando a população e, sobretudo, cobrando os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral, em 2012. 

Tem sido uma constante suas ações para denunciar junto ao Ministério Público tudo o que é possível fazê-lo. Agora, ele abre as portas de um escritório e deve se fortalecer nas buscas pelas mudanças que ele sonhou, acreditou e, infelizmente, foi enganado, traído. 

O aprendizado está sendo amargo para todos, mas a lição vai ser passada uma única vez. Uma das vozes que mais 'gritam' ao seu ouvido é a do próprio pai: "Eu te avisei!". Outras pessoas também avisaram. Contudo, Marcão justifica que acreditou no discurso de um homem com cabelos brancos, 70 anos nas costas que vendia a ideia de querer corrigir erros do passado. É compreensível que tenha sido ludibriado assim como 36% dos eleitores.

OBJETIVOS
O novo escritório se abre tanto para quem acreditou na dupla (principalmente pelas esperanças depositadas no Marcão), quanto os que não queriam sua associação com o atual prefeito e, por isso, não votaram na dobradinha que se mostrou desastrosa. Desentendimentos à parte, fato é que uma vez eleito, seu trabalho não é para simpatizantes, mas para todos. Por mais que desagrade aos clãs Assis e Buckvieser, sua função é assegurada pela lei. Vão ter de engolir!

Essa história parece mesmo inacreditável, mas é verdade: um vice-prefeito perder espaço de atuação porquê o prefeito, que deve sua eleição ao preterido, embora asseclas, apaniguados e afins neguem até sob tortura, chega ao limiar do humor negro. Segundo o mandatário, eleito pela terceira vez -o que não é nenhum motivo de orgulho dado o descalabro que a cidade se encontra-, o vice-prefeito Marcos Roberto Martins, teria um plano para matá-lo. A "revelação" foi feita no final do período de transição em dezembro de 2012.

Quando rompeu definitivamente com o alcaide, depois de tentativas frustradas de entendimento, Marcão definiu o séquito de seguranças e o aparato com carro blindado como "circo". E ele não está errado. O problema é que o palhaço nisso não atende por nome de Zé nem de Quinca mas, sim, de "Povo".

SEM EXAGEROS
Fica o alerta à população, porém, que não se deve esperar que uma visita ao escritório do vice-prefeito vá diminuir os casos de Dengue, elevar salário do funcionalismo, melhorar a fluidez do trânsito, consertar o buraco na rua, recapear ou asfaltar, comprar material, terminar as construções, melhorar o hospital, resolver a falta de médicos etc. 

Tenho informações de que ele tem buscado ajudar dentro do que pode. Contudo, o poder executivo, ou seja, a última palavra continua sendo do Zé de Assis. Faço este alerta porque não demora vai ter gente querendo responsabilizar o Marcão pelo mato que cresce na calçada, pelo terreno baldio, pelo carro abandonado, pela escola incendiada, pelos carrapatos no São José e tantas outras desventuras que se abateram sobre a cidade. 

Acredito que com sua experiência como vereador e visão como vice-prefeito, ele pode orientar, com precisão, o que fazer, onde ir, a quem procurar. Contudo, resolver, executar, sempre vai depender da vontade do Zé de Assis e sua prefeita-virtual (aquela que disse que não ia se meter).

Ao vice-prefeito meus sinceros votos de que o seu novo escritório seja local de orientação, fomento de novas ideias, busca de soluções que beneficiem à população. Segundo o vice-prefeito, o local é simples, mas garante que terá "prazer em atender a população e receber os amigos".

Luta de professores em Campo Limpo


Enfim, o prefeito Zé de Assis recebeu uma comissão de professoras que apresentou as demandas da categoria. Enquanto aguardavam o desenrolar da reunião que estava marcada para 16h e começou às 16h40, os professores se atualizavam de suas carências nas diferentes unidades e chamavam a atenção e ganhavam a simpatia dos motoristas que cruzavam a avenida Adherbal da Costa Moreira.

Quase 100 pessoas compareceram ao movimento desta vez. Infelizmente, pelo chá de espera, nem todos puderam aguardar o fim da reunião. Já passava das 20h quando as professoras Ivone, Cristiane Damasceno e Andréa Amato desceram para dar um parecer sobre o desenrolar da reunião. Em algumas horas disponibilizo o vídeo para que possam aferir com detalhes o saldo da reunião.

De causar delírio foi ver um Guarda Municipal, que integra o grupo que não deixou os neurônios congelados como outros de seus pares, passando e aplaudindo as professoras e professores! Quem foi? Não digo nem que me leve ao DOI-CODI.

Os motoristas que passavam e entendiam o que era o protesto também participaram. Virou um buzinaço a avenida. É, Zé de Assis, os tempos mudaram. A cidade não tem mais medo de Coronel e aquela terra sem lei do final dos anos 1970 início dos 1980, com o império do medo da ditadura já vai longe. Está na hora de tirar a poeira da mente, viu?

Saldo da reunião
De tudo que ouvi sobre o saldo da reunião da comissão de professoras com o Alcaide o que achei mais "RIDÍCULO" foi ele dizer que uma vez enviado o PLANO DE CARREIRA para a Câmara, as professoras passariam a depender do Legislativo. Ora, se ele conseguiu maioria na votação do projeto ESDRÚXULO que foi o 571, porque haveria algum empecilho para isso?

Na 26ª sessão ordinária, sr. Zé de Assis, TODOS OS VEREADORES expressaram apoio à causa das professoras inclusive o seu líder de governo. Logo, pressupõe-se que neste ponto, não há nenhuma voz divergente. A menos que seja sua vontade fazer cena. Enviando o projeto e pedindo para que seja rejeitado. Aí, é outro Carnaval.

Política x politicagem
Desde os primeiros passos da mobilização as professoras estão ENFATIZANDO que os objetivos não são "políticos". Isso é verdade e eu entendo muito bem. Porém, quero ampliar a questão. As reivindicações não cumprem o atendimento de POLÍTICA ELEITORAL. Ou seja, não é para pedir voto daqui a alguns meses como o Alcaide intenta fazer de novo ou mandar que façam.

As reivindicações cumprem o atendimento de POLÍTICA PÚBLICA! 

E isso independe se o prefeito é Zé de Assis ou Emanuel Moura. 

É tão difícil assimilar isso? Tem medo que algum professor ou professora se torne candidato? Já disseram que não é este o foco. E se, depois, por qualquer motivo, mudarem de ideia? Vocês acham mesmo que liderar um movimento assim torna alguém ameaçador? Se sim, vocês comprovam o quão pequenos, aliás minúsculos, são.

Algum capataz deve ter vomitado alguma pérola em função da presença do professor Evando Giora. Que é servidor no Estado e obteve, sim, uma expressiva votação no último pleito tanto que é, hoje, o primeiro suplente do PT. Porém, seu êxito é fruto de muitas campanhas eleitorais e muitos outros trabalhos realizados sem nenhum alarde. Na discrição de uma sala de aula. Na conversa de boteco. Na confraternização com amigos.

Sejam razoáveis e eliminem este argumento idiota de que as reivindicações cumprem uma pauta "eleitoreira" ou é politicagem. Estamos vendo uma articulação consistente, persistente e séria de POLÍTICA PÚBLICA. Quem faz politicagem, e de um nível baixíssimo, são vocês, membros do Clube da Vingança.

Prestação de contas
Bom lembrar ao Clubinho, que pelo menos 80% do professorado que hoje se articula para cobrar, acreditou em PROMESSAS! A bem da verdade elas precisariam ter recebido PROPOSTAS. Mas como acreditaram nas promessas elas não querem nada mais além do cumprimento delas.

Não tem capacidade para atender por causa da folha de pagamento que superou os 53%, quando o limite prudencial (tão defendido pelo secretário de Finanças em 2013) é de 51,3%? Hum... De quem foi a brilhante ideia de fazer de Campo Limpo uma fábrica de cabide?

Prometeu menos horas de trabalho e mais salário. E agora? Se vira! Não conhecia a realidade financeira do município? Mentira!!! Até nós que estamos de fora sabemos quanto entrou e onde gastou (ao menos os dados oficiais) os outros a gente só pensa, não fala pra vocês não nos processarem.

Os balanços e a publicação das despesas na internet não é coisa de 2013, começou bem antes. Por que não estudou antes, para saber o que podia ser PROMETIDO posto que vocês não tinham PROPOSTA CONSISTENTE E PLAUSÍVEL?

Transferência de culpa
Em algum momento do relatório da reunião, a professora Cristiane cita que o Alcaide teria sido mal assessorado e que, por isso, falhou uma questão relativa a material didático. Aí, pergunto: se o problema foi de Marlene, Marcão ou Vinícius, porque é recorrente a lenda urbana de que a primeira passou a integrar os quadros do Colégio Objetivo? 

Eles ocuparam o comando e davam a canetada final. Se eles, sozinhos, podem ser responsabilizados por erros desta natureza, de que servem os que estão abaixo dele? Vieram de onde? Do setor de obras? São mesmos profissionais de Educação? Querem mesmo prestar serviço à comunidade ou é só uma fonte de renda fácil?

Considerando, que no quesito de centralização e intransigência Armando Hashimoto e Zé de Assis podem dar as mãos e passear na floresta, essa de transferir culpa NÃO COLA! É sabido que o Alcaide decide de quem e quais indicações serão atendidas. Considerando que indicação é o tipo de propositura mais simples do Legislativo, é possível mesmo acreditar que decisões importantes da Educação não foram tomadas por culpa de terceiros? Ora, faça-me o favor!


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Como ser um informante



Gente, gente, gente! Tem uns e outros que andam ouriçados/as para saber como que as "super-secretas" informações dos muitos desastres da trupe que passa o tempo no poder chega aos nossos ouvidos.
Acho bobagem ficarem assim tão neuróticos, desconfiados até da própria sombra. Não vivemos mais o tempo de repressão. Felizmente, isso passou. O que ocorre é que a nossa rede já nasceu grande e a cada dia, em função da credibilidade que fazemos questão em nutrir, vai aumentando.

Algumas sugestões práticas para nossas fontes:
1) Se seu celular ou tablet tem acesso à internet e você instalou aplicativos de redes sociais, nunca deixe aberto de modo a algum bisbilhoteiro saber com quem você tem conversado em off;

2) Certifique-se de que os computadores que você usa fora de sua casa (lan house, escritório) não armazena os seus logins e senhas para redes sociais e e-mails;

3) Se algum dos puxa-sacos do Alcaide frequenta a sua casa, mantenha o seu desktop ou notebook com senha para iniciar o Sistema Operacional;

4) Só passe informação que você sabe que mais de 4 pessoas tiveram acesso ou podem ter contato com a mesma. Se for coisa entre o implicado, mais um e você, só conte dando a ressalva de que não pode ser publicado, caso contrário, por eliminação vão deduzir que você é a fonte;

5) Se você trabalha por turno (no Hospital ou UBS, por exemplo) indique que dia e horário a informação que você estiver passando é melhor de ser transmitida. Isso se não for caso de vida ou morte. Essa orientação é para despistar os espiões que vão ficar incertos se a informação é de quem está no posto de trabalho ou de quem esteve;

6) Nunca fale por telefone em unidades públicas. Sempre pode ter gente na escuta, senão ao vivo, assim que você der as costas (por gravação).

Sugestões aos espias:
1) Parem de se preocupar com o que dizemos;

2) Comecem a sanar os problemas apontados ou justifiquem porquê não é possível no momento e quando será;
Muito? Não, né? Menos do que passei para as nossas preciosas fontes. Valeu!

Terceiro ato público da luta do magistério


Na segunda-feira, já se sabia que hoje, o Badameco-mor estaria doente. Nome da doença "alergium reunite reivindicate" (no meu latim: alergia a reunião de reivindicação). Contudo, o indivíduo aparece assinando mais um negócio que amplia a lista de promessas. Quanto à reunião marcada com os professores, na Secretaria de Educação, às 13 horas, a secretária jundiaiense, Edma Soares, foi instruída a ser cordial. Recebeu todo mundo com beijinhos e abraços. (Conheço um homem que foi traído por um beijo também).

Saldo da reunião? "Negou todos os pedidos", simples assim. Próximo passo dos professores? Tentar uma reunião com o Prometedor-mor na sexta-feira. A argumentação das porta-vozes é que, segundo o Alcaide, "o município atende o piso nacional. Por isso, a única coisa que "vai dar é o dissídio". O Plano de Carreira será revisto pela enésima vez.

Negou auxílio transporte e disse que se na cesta básica houver alguma coisa estragada é para levar ao Sassá Mutema. Cada hora, este sujeito mostra o quão incompetente e interesseiro é. Tanto ele quanto seus asseclas. Tanto os que carimbam documentos, quanto aquela "pessoa" que faz as vezes de um vice, mesmo não tendo portaria alguma em seu nome.

Quanto à cesta, rebanho de débeis, sempre a recebi. O problema nunca foi "produto estragado" e, sim, produto de qualidade duvidosa. Afinal, quando se trata de conseguir coisas para os funcionários tem de vencer "o menor preço" com compromisso zero na qualidade. Vocês deveriam aplicar o mesmo princípio para aquilo que vai ser usado por vocês, né? 

Por exemplo: por que ao invés de bancar almoços do Tordilho Negro, não almoçam nos restaurantes aí em torno da Prefeitura?

Reino dividido: professor rompe silêncio e revela o que preferiam esconder


Conhecido do público campo-limpense em função de sua ferrenha oposição ao governo do PSDB, Sidinei Mascarenhas enfim rompe o silêncio e surge com revelações "picantes" para o meio político. Abaixo suas últimas declarações. A verdade nua e crua.

Nem sempre ela vai se parecer com Vera Fischer. Em alguns casos, ela, a verdade, parece mais uma Medusa. Mesmo assim ainda é melhor que a mentira.

"Os gestores (diretores, vice-diretor e coordenador) dependem principalmente da Secretaria de Educação, ou seja, da Prefeitura para sanar seus problemas físicos e pedagógicos que envolvam investimento financeiro. Anualmente as escolas recebem uma pequena verba, mas pequena mesmo, oriunda do GOVERNO FEDERAL (conhecido como PDDE), as demais necessidades têm que ser atendidas pela Secretaria de Educação, que recorre a outros setores da Prefeitura (Obras, Ssu, Administração, etc.), os coordenadores de cada etapa de ensino (creche, infantil, fundamental I e II) além de acompanhar as necessidades pedagógicas, também verificam as necessidades das unidades escolares e repassam para o seu superior imediato, o Diretor de Educação e o Secretário de Educação que dá seguimento aos pedidos e solicitações. 

A rifa nas escolas sempre existiu e sempre existirá, é uma forma de ter um pequeno recurso para necessidades imediatas e de pequeno valor. Mas, o que está acontecendo neste GOVERNO DA RECONSTRUÇÃO é que eles tratam a educação com descaso e não com prioridade, como acontece e aconteceu com gestões passadas e de outros municípios o que interessa são os recursos oriundos do FUNDEB e que não é pouco você sabe disso. 

Com a vinda desta secretária de educação a filosofia do descaso se mantém e agora com aval do gestor principal da Secretaria de Educação, que entre várias falas sem fundamento dela falou em alto e bom tom que as escolas que se virem, façam rifas para sanarem as necessidades. Vale lembrar que desde de fevereiro de 2013 existe um ofício pedindo a compra emergencial de cerca de 3000 carteiras e até hoje não foi atendido, as escolas estão sem material de escritório, os kits escolares só Deus sabe em que pé está e as escolas estão se virando para comprar folha de sulfite (que falta até na própria Secretaria de Educação), reproduzir atividades, e veja o absurdo, as escolas estão sem DETERGENTE e SACOS DE LIXO.

Os gestores das escolas (diretor, vice-diretor e coordenador) seguem orientações da SME e ficam de mãos atadas com certas necessidades, e quando recorrem ao superior imediato ouvem estas desculpas: façam rifa, no Japão os pais ajudam a escola, na França blá, blá...e por ai vai. 

É lamentável constatar que a situação da Educação Pública chegou no fundo do poço e não é por falta de vontade dos professores, gestores, coordenadores das etapas de ensino (Creche, Infantil e Fundamental I e II), infelizmente as pessoas que ocupam os CARGOS que decidem e assinam o que pode ser comprado ou não não têm interesse em ver a Educação Pública, realmente dar um salto de qualidade. 

Pra se ter uma ideia a justificativa de trazer pessoas de outros municípios para gerir a Secretária de Educação é que na cidade não existe nenhuma pessoa competente e com conhecimento para isso, neste momento dou risada, quem faz a educação "andar" são os professores, alunos, gestores das unidades escolares e algumas pessoas da Secretaria Municipal de Educação, a atual secretária conhece tanto da nossa realidade e necessidade, que cita o Japão e a França como exemplos a serem seguidos. Mas, como seguir estes países se a própria situação funcional da secretária de educação é discutível? Estamos pagando um preço caro em troca dos supostos "investimentos" do Governo Estadual.

Olha outro absurdo, um coordenador de uma etapa de ensino solicitou ao setor responsável da Prefeitura (Administração) a compra de materiais pedagógicos, este setor encaminhou o ofício ao senhor prefeito, este por sua vez encaminhou o ofício de volta ao coordenador da etapa de ensino que havia solicitado a compra do material para que ele JUSTIFICASSE aquela compra. 

Um absurdo, o coordenador faz reuniões com os coordenadores e diretores das escolas para saber das necessidades pedagógicas, mas mesmo assim ela fez a justificativa e foi além, fez a cotação do preço dos materiais, que seria obrigação do setor ADMINSITRATIVO. E neste ponto aparece a PRIMEIRA DAMA falando que a cotação dela está muito alta, porque na ESCOLA DELA o mesmo material foi comprado por preço inferior, segundo ela. Mas, ai pergunto o que a primeira dama tem que se intrometer nos assuntos relacionados com a educação? 
E o que aconteceu? O ofício está lá parado, aguardando quem sabe uma ajuda divina para ser atendido.

Quer outro exemplo de descaso? Em 2013 o senhor Prefeito pediu para que fosse assinado o convênio para que o Programa Escola da Família (PEF) voltasse em, inicialmente, em 4 escolas da rede municipal. Eu fiz o ofício, encaminhei para a responsável em São Paulo pelo PEF e estava acertado para começar no dia 08 de março, mas fui convidado a trabalhar na Diretoria de Convênios, saindo assim da Secretaria de Educação, onde também seria o responsável pelo PEF. 

Bom, no dia 28 de fevereiro, fui em uma reunião com a Supervisora responsável pelo PEF na Diretoria de Ensino - Região de Jundiaí, quando foram apresentados os BOLSITAS, que trabalham um dia no fim de semana pelo PEF e tem a faculdade paga pelo Governo do Estado. Como eu estava saindo da Secretaria de Educação, agendei no dia 08 de março uma reunião com os bolsistas e com os professores que iriam trabalhar nas escolas como Educador Profissional, para passar algumas orientações e organizar o início do Programa nas escolas.

Pedi um auxílio para um professor que já havia trabalhado neste programa nos anos anteriores, para que fosse comprado material para iniciar as oficinas, além das atividades esportivas, visitei as escolas para conversar com os gestores e comunicar o início do PEF, ou seja, estava passando para outra pessoal tudo o que deveria ser feito. Eis que uma bela manhã o senhor prefeito me liga e avisa que meu lugar é na Diretoria de Convênios e não na Educação, e se eu continuasse fazendo atividades pertinentes a Secretaria de Educação ele me MANDARIA DE VOLTA PARA SALA DE AULA. 

Me mandar de volta para sala de aula, como se eu tivesse medo de sala de aula, é que ele não deve se lembrar que continuo lecionando a noite na EE Frei Dagoberto Romag, ou seja, se aceitei trabalhar neste governo foi porque acreditei que poderia ajudar a Educação Pública e consequentemente, os professores e alunos

Bom, o Programa Escola da Família está parado, a Secretária falou que é um programa falido do Governo Estadual a Diretora de Educação por sua vez, disse que desconhece o programa. Os bolsistas estão sem saber o que fazer, ainda mantenho contato com eles e repasso o que a responsável pela DE de Jundiaí me informa.

O Programa Escola da Família, não é para o Prefeito ou Secretário de Educação, ele ajuda a escola manter um laço mais estreito com a comunidade, ajuda a preservar o patrimônio público, retira as crianças e adolescentes das ruas no fim de semana, propondo atividades diversificadas dentro da unidade escolar.

Não estou desabafando ou magoado por ter saído da Secretaria de Educação, ou por ter perdido um "grande salário" (Meu soldo líquido era de cerca de R$3.000,00 por 40 horas semanais, contra os prováveis R$1.700,00 da sala de aula, por 22 horas semanais)..rs...rs. 

Sempre trabalhei acreditando que poderia contribuir com a Educação Pública, apesar de me acharem grosso e arrogante nunca maltratei uma pessoa decente, alguns tomavam pancada por proporem uns absurdos, trabalhava das 7h às 16h, ia em eventos que o senhor prefeito ou secretário/diretor de educação não queria ir, cheguei a arrumar cano de água quebrado em escola às 20h..21h, gastando um dia de descanso do meu cargo do Estado. Fui tirado porque sabiam que não seria conivente com a forma de trabalhar do Grupo que veio de JUNDIAÍ

Onde estou? Estou tirando meus dias de férias, referente aos anos de 2012 e 2013, pois em 2013 e 2014 voltei a trabalhar na SME no dia 02 de janeiro e não gozei os dias de descanso. Pra onde irei? Provavelmente tirarei meus meses de licença prêmio (para não prejudicar o professor e os alunos das turmas que irei lecionar) e em seguida volte para a sala de aula.

Diferente de muitos que estão encostados nesta administração, não é o dinheiro que me move, mas sim minha ideologia e meus ideais sobre educação pública, onde estou desde 1990. Nada me magoa, nem MOÇÃO DE REPÚDIO, na verdade me sinto revoltado em acreditar nas palavras de alguém que prometia ser diferente, mas que não mudou em nada da outra administração e, sinceramente, está sendo pior para a Educação Pública, só lamento, em saber que boas pessoas (não eu) estão sendo colocadas de lado ou sendo humilhadas em troca do que mesmo? E se alguém duvida, passa lá em casa e me ajuda a carregar concreto, erguer parede ou arrumar meu carro velhinho."

Saúde à bancarrota


Gente, gente, gente! Densas nuvens sobre a cabeça do Clubinho. Esse povo tem a nuvem de azar personalizada, não? Primeiro, a Dengue explode na cidade, com relatos de pessoas de todas as regiões. Depois, surgem carrapatos em volume alarmante. O que mais vem por aí? Mas meu assunto central não é esse. 

Meu foco é posto de saúde, mais especificamente a unidade básica da Vila Marieta. De largada, é mais uma unidade onde telefone parece ser de enfeite. Desde 9 horas que ninguém atende. Será que deu o mesmo problema da GM?

A coisa por lá anda bem legal, viu. Um morador da região contou, por exemplo, que a auxiliar de enfermagem gosta de ter um canhão seguidor. Quem carrega o instrumento? O paciente que quer um curativo e precisa buscar a ilustre do lado de fora porque está fumando.

Desde metade do ano passado, a "competente" (‪#‎sqn‬) equipe da Secretaria de Saúde não mantém Clínico Geral na unidade. Ao menos é o que informa o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Mesmo assim, o doutor Carlos Antonio Roman Quijano tem ido uma vez a cada 15 dias para realizar algumas consultas. 

A próxima sexta (4), é dia de atendimento dele, mas como ninguém atende o telefone pode ocorrer do médico chegar e não ter paciente agendado. Isso porque os pacientes ligam para saber se estão fazendo o agendamento. Se a resposta positiva a pessoa tem de ir até à UBS.

Para manter a carteira de vacinação em dia, os responsáveis precisam levar os filhos para a UBS de Botujuru [aquela construída pelo dr. Luiz!]. Por quê? A unidade não tem sala de vacinação.

Produção, qual é o objetivo destas medidas? Fazer com que a procura pela unidade desça até vocês darem a desculpa esfarrapada de que, pelo baixo atendimento, precisa fechar? A mesma conversa tosca que deram para a UBS do São José 2 e depois voltaram atrás?

Ou vocês estão mesmo com um plano em curso para forçar o inchaço do atendimento no Hospital? Apurei, ainda, que a UBS do Pau Arcado também não tem clínico cadastrado. Como faz? Todo mundo tem de ir para o HC? Com isso, as filas nunca acabam. Os horários sempre se alongam. 

Dá para deixar de adotar medidas com o intestino grosso e tentar, ao menos tentar, usar a massa encefálica? Onde ela fica? Na parte do corpo que conhecemos como crânio.

Seguem telas com a confirmação da falta de Clínicos Gerais na Vila Marieta e no Pau Arcado. Inventei? Não! É informação pública? Está errada? Consertem. Afinal, a última atualização aconteceu semana passada. Esqueceram ou estão usando de má fé?

Quer confirmar? Fique à vontade.
 <http://cnes.datasus.gov.br/>

 
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